
A Casa Branca anunciou que suspendeu a aprovação federal para o programa de pedágio urbano de Nova York. Idealizado em 2019, o pedágio entrou em operação no dia 5 de janeiro deste ano e acarretou em queda de 9% no número de veículos que circulam em dias úteis no centro da cidade.
A governadora do estado de Nova York, Kathy Hochul, organizou uma coletiva de imprensa para declarar que o governo estadual vai lutar contra a decisão.
“Nós não recuamos, nem agora e nem nunca”, disse. Ela e a MTA (Autoridade de Transporte Metropolitano, órgão que controla o transporte na cidade) entraram com um processo na esfera federal para manter o pedágio urbano em operação.
Pedágio urbano melhorou circulação dos ônibus
O pedágio urbano é cobrado todos os dias de forma automática (não há guichês) e os valores variam entre US$ 9 (R$ 52) para carros, US$ 4,50 (R$ 26) para motos, e entre US$ 14,40 e US$ 21,60 (R$ 83 e R$ 125) para caminhões e ônibus.
Com a queda no número de veículos (1,2 milhão a menos, segundo a MTA), as vias ficaram mais livres para os ônibus.
“A tarifação de congestionamento funciona e os dados comprovam isso”, afirmou a Coalizão Congestion Pricing Now em um comunicado. “Qualquer tentativa de cancelar esse programa, que foi autorizado pelo governo federal, é uma intromissão indevida na administração estadual e local”.
A coalizão é composta por usuários do transporte público, grupos civis e empresariais, além de outros defensores.
Já o secretário dos transportes apontado por Trump, Sean Duffy, declarou em um telejornal: “Eu acho que há várias ideias boas sobre tarifação de congestionamento e sobre como reduzi-lo. Mas você não pode pegar os contribuintes americanos, que pagam pelas estradas, e impedi-los de circular dizendo ‘Você não pode andar aqui a não ser que pague mais dinheiro’, e é isso que ela fez”, afirmou, referindo-se à governadora Kathy Hochul.
Trump e a governadora devem se encontrar na última semana de fevereiro para discutir o caso do pedágio urbano.