
A indústria brasileira de pneus, que reúne os maiores fabricantes do globais do setor, fechou o primeiro trimestre de 2026 com retração de 7% nas vendas no mercado doméstico, pressionada pela massiva entrada no país de produtos importados.
Segundo dados da Anip, a associação que as representa no país, foram vendidas 8,7 milhões de unidades no período deste ano contra 9,4 milhões no ano mesmo período do ano anterior, totalizando 700 mil pneus a menos no intervalo.
As vendas de pneus de passeio encolheram 6,8% no período analisado. Os pneus de carga recuaram 7,9%. O segmento de motocicletas apresentou estabilidade. As vendas do mercado de reposição puxaram as quedas, com retração de 8,2%. As vendas para montadoras encolheram 4,6%.
Ainda de acordo com o levantamento, participação dos pneus nacionais no mercado de reposição ficou em 31% do total vendido no trimestre, contra 69% dos importados. Em 2019, esta proporção era inversa.
“A falta de condições isonômicas de concorrência está colocando em risco todo o ecossistema de produção de pneus no Brasil, o que pode levar o país a uma situação de dependência do mercado internacional”, disse, em nota, o presidente da associação, Rodrigo Navarro.