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Montadoras

Volkswagen avalia cortes e fechamento de quatro fábricas na Alemanha

Medida surge diante da pressão do crescimento de rivais chinesas, altas tarifas sobre importações para os EUA e queda de demanda na Europa

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Redação AB

30 jun 2026

2 minutos de leitura

Simbolo da Volkswagen sendo instalado em um veículo

A Volkswagen está estudando o corte de até 100 mil empregos em quatro das suas fábricas na Alemanha, marcando o que pode ser a maior reformulação da história do setor. As informações foram divulgadas pela agência Reuters.

De acordo com a fonte, membros do conselho de supervisão da montadora já foram informados sobre a reestruturação, que deverá ser pauta de uma reunião prevista para ocorrer em 9 de julho.

Essa medida surge com a pressão do crescimento das montadoras chinesas, as altas tarifas sobre importações de carros para os Estados Unidos e a queda na demanda no continente europeu. De acordo com a empresa, esses motivos tornaram o modelo de negócio atual insustentável.

Cortes da VW devem afetar 100 mil funcionários

Com o fechamento das unidades em cidades alemãs de Hanover, Zwickau, Emden e da fábrica da Audi em Neckarsulm, também na Alemanha, mais de 45 mil empregos serão colocados em risco. Esse número seria somado aos 50 mil cortes já planejados.

O CEO da Volkswagen, Oliver Blume, teria apresentado os planos ao board da companhia na segunda quinzena de junho para angariar apoio para cortes mais profundos que podem enfrentar resistências dos sindicatos e da Baixa Saxônia, região que é a segunda maior acionista da montadora.

A reestruturação foi divulgada primeiramente pela revista alemã Manager Magazin, que afirmou que a segunda maior montadora de veículos do mundo reduziria os investimentos em quase 15%, para pouco mais de 130 bilhões de euros, nos próximos cinco anos.

Trabalhadores devem resistir ao plano de reestruturação

Segundo a Reuters, um porta-voz da montadora afirmou que todo o grupo Volkswagen precisa passar por vastas mudanças, incluindo suas marcas e subsidiárias. Já o conselho de fábrica da VW e o sindicato dos metalúrgicos alemão IG Metall devem resistir às medidas de reestruturação. O primeiro-ministro da Baixa Saxônia também afirmou que o estado não concorda com o plano.

Essa não é a primeira vez que Oliver Blume teria planos de fechar fábricas na Alemanha. Em 2024 a tentativa do CEO encontrou uma forte resistência dos sindicatos do país, o que o forçou a dar um passo para trás com o plano.

Na época, a administração cogitou fechar ou vender unidade como parte de um plano para reduzir custos com o objetivo de lidar com uma capacidade ociosa e uma demanda fraca por veículos elétricos. A decisão motivou greves e gerou um impasse com a IG Metall.