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Após negociações com sindicatos, Volkswagen prepara corte de 35 mil empregos

Organizações dos trabalhadores dizem que acordo é “milagre de Natal”
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Fernando Miragaya

20 dez 2024

2 minutos de leitura

Com negociações que se intensificaram nos últimos dias e foram classificadas como “exaustivas”, a Volkswagen chegou a um consenso com sindicatos da Alemanha. Pelo acordo, a montadora vai demitir 35 mil funcionários em seu país-sede.

Segundo veículos de imprensa europeus, apesar do número de cortes, os líderes sindicais classificaram o acordo como um “milagre de Natal”. Isso porque a fabricante teria voltado atrás na ideia de cortar 10% dos salários e fechar fábricas.

Volkswagen e sindicatos começaram a negociar em setembro

As negociações entre Volkswagen e sindicatos começaram em setembro, porém, se intensificaram nos últimos três dias. A maior fabricante da Europa vive uma das piores crise da sua história devido à perda de competitividade e dificuldade em reduzir custos.

Em dezembro, cerca de 100 mil trabalhadores chegaram a fazer suas paralisações em diferentes plantas da montadora na Alemanha. E ameaçaram greves em várias unidades.

“Com o pacote de medidas, a empresa definiu um curso decisivo para seu futuro em termos de custos, capacidades e estruturas. Agora estamos de volta em uma posição para moldar com sucesso nosso próprio destino”, declarou, em comunicado, o CEO do Grupo Volkswagen, Oliver Blume.

O acordo prevê o congelamento dos salários dos funcionários por quatro anos. Além disso, os bônus serão cortados ou reduzidos.

Principal fábrica terá metade da capacidade reduzida

A montadora projetava que o acordo geraria uma economia de € 15 bilhões anuais. Fábricas como a de Dresden estavam cotadas para serem fechadas até o fim de 2025.

“Nenhum local será fechado, ninguém será demitido por motivos operacionais e nosso acordo salarial com a empresa será garantido a longo prazo”, disse a chefe do conselho de trabalhadores Daniela Cavallo.

O impacto na capacidade produtiva, porém, será inevitável com as demissões em massa na Volkswagen. A principal planta da montadora em Wolfsburg terá a produção cortada pela metade.

Após o anúncio do acordo, as ações da Volkswagen subiram 2,4%. No acumulado do ano os papéis da empresa tiveram queda de 23%.