
Segue o calvário da Volkswagen. A montadora registrou prejuízo operacional de € 5,9 bilhões em seu último balanço. Foi o maior déficit desde 2015. O resultado teve origem em encargos extraordinários de € 8 bilhões, que incluem a baixa contábil da sua participação na Porsche, além do cenário de fragilidade na China.
O prejuízo operacional, ou seja, quando os custos operacionais são maiores do que a receita da montadora, levou a administração da VW a reforçar seu apelo por cortes de custos, apesar das divergências com os sindicatos dos trabalhadores da Alemanha.
Segundo o diretor financeiro da marca, Arno Antlitz, o plano de reestruturação do grupo, aprovado pelo conselho em setembro e que envolve o corte de 100 mil postos de trabalho em todo o grupo e o fechamento de até quatro fábricas na Alemanha, deve ser implementado rapidamente.
“Precisamos reformular fundamentalmente nosso modelo de negócios”, disse o executivo em comunicado.
O resultado foi considerado o maior déficit trimestral da VW desde o quarto trimestre de 2015, quando o grupo contabilizou custos elevados relacionados ao escândalo de fraude conhecido como “Dieselgate”.
A empresa proporciona margens de lucro menores, à medida que as montadoras chinesas ganham participação de mercado com modelos eletrificados na Europa. Além disso, a VW perde espaço na China, realidade vivida também por outras montadoras europeias, como a BMW e a Mercedes-Benz, que reportaram queda nas vendas na China no primeiro semestre de 2026.