
A Volkswagen pretende cortar mais de 300 milhões de euros apenas com salários na Alemanha.
A meta estabelecida para 2030 foi revelada por Gunnar Kilian, membro do conselho de recursos humanos, ao jornal alemão “Braunschweiger Zeitung”.
Segundo Kilian, os cortes nos vencimentos dos membros do conselho administrativo serão maiores proporcionalmente em relação aos profissionais das demais áreas.
Em dezembro, a montadora chegou a um acordo com os representantes dos sindicatos de suas fábricas a respeito dos cortes nos salários que serão realizados pela Volkswagen na Alemanha.
A ideia é reduzir o número de funcionários em 35 mil pessoas até 2030 e diminuir a capacidade produtiva de todas as suas fábricas na Alemanha para 734 mil unidades.
As negociações entre as partes envolvidas se arrastaram por quase dois meses e uma resolução aconteceu após vários impasses.
Volkswagen vive pior crise da história
A Volkswagen está mergulhada na crise mais grave de sua história na Alemanha.
Entre os motivos que causaram o momento delicado estão a queda nas vendas de carros elétricos em mercados como Europa e Estados Unidos e a perda da liderança na China. O país asiático é o mercado mais importante para a Volkswagen no mundo.
Inicialmente, a Volkswagen descartou fechar alguma das fábricas mantidas pela empresa na Alemanha. No entanto, a própria empresa confirmou que vai encerrar as atividades de uma fábrica da Audi em Bruxelas, na Bélgica.
A planta, que possui quase 100 anos de história, deixará de produzir veículos após fevereiro de 2025.
Com o corte milionário, a expectativa da fabricante alemã é de economizar aproximadamente 15 bilhões de euros por ano a médio prazo. Deste volume, 1,5 bilhão de euros serão relacionados a custos de mão de obra.