
A Volkswagen apostou alto no sucesso do Brasil na Copa do Mundo de 2026.
Firmou um novo contrato de patrocínio que engloba os times masculino e feminino até 2027, quando a Copa do Mundo Feminina acontecerá no Brasil. Explorou bastante o vínculo com a CBF e até apresentou a picape Tukan (camuflada) horas antes da convocação do selecionado masculino para o evento realizado no Canadá, México e Estados Unidos.

Alguns dias depois, a VW lançou o T-Cross Seleção. A série especial baseada na versão Sense tem itens como adesivos exclusivos, soleira personalizada, rodas aro 17 e central multimídia com tela de 10,1 polegadas.
A montadora só não contava com um novo tropeço do time comandado por Carlo Ancelotti. Em uma partida apática, o Brasil foi dominado pela Noruega e amargou uma nova eliminação em Copas.
Ironicamente, o desfecho repete os torneios de 2014 e 2010, quando Volkswagen e CBF também eram parceiras.
Quando foi o último patrocínio da Volkswagen ao Brasil

O patrocínio de 2026 estabeleceu a volta da marca alemã à Seleção Brasileira. Até então, a última parceria havia sido em 2009, pouco antes da estreia do Gol Seleção no ano seguinte, quando ocorreu a Copa na África do Sul.
O Gol Seleção teve três mil unidades produzidas e itens como adesivos exclusivos e uma inédita opção de cor azul. O motor era o 1.0 flex da época, de até 76 cv e 10,6 kgfm com etanol.
Já o pacote de equipamentos seguia o da versão Power 1.6. Tinha itens como rodas de liga leve de 14 polegadas, faróis de neblina, direção hidráulica e rádio com MP3 player com entradas auxiliares. Ar-condicionado, vidros elétricos, travas elétricas e alarme eram opcionais.
Contrato acabou em 2014 – sim, depois do 7×1

A empolgação em torno da Copa do Mundo de 2014 (sim, aquela), que aconteceu no Brasil, contagiou a Volkswagen.
A empresa lançou a linha Seleção nos modelos Gol, Fox e Voyage. A tiragem foi limitada a 20 mil unidades e o cliente podia optar pelos motores 1.0 flex (de até 76 cv) e 1.6 flex, que chegava aos 101 cv.
Havia escolha também pelo câmbio manual ou automatizado, ambas de cinco marchas. O principal chamariz da série Seleção de 2014 era o conjunto de rodas de liga leve com desenho inspirado em uma bola de futebol. Além disso, a paleta de cores tinha um chamativo tom de amarelo, que também aparecia em detalhes internos.
Essa alegria, porém, não perdurou nos estádios. Apesar do início animador, a Copa de 2014 ficou eternizada pela acachapante goleada de 7×1 da Alemanha.
A eliminação brasileira coincidiu com o término do contrato da Volkswagen com a CBF, em junho daquele ano.
Volkswagen ainda pode “ganhar” Copa, mas não com o Brasil

A Volkswagen bombardeou suas redes sociais com posts sobre a participação do Brasil na Copa de 2026. Fez várias ações nos Estados Unidos com influenciadores digitais brasileiros de vários temas – menos automóvel.
Apesar do revés da eliminação brasileira, a fabricante ainda pode “levantar” a taça da Copa do Mundo.
Isso porque a Volkswagen patrocina as seleções da França, uma das favoritas ao título e que enfrenta o Marrocos nas Quartas de Final, e dos Estados Unidos, que joga as Oitavas de Final nesta segunda-feira com a Bélgica.
A montadora ainda teria mais uma chance com a Alemanha. Entretanto, assim como o Brasil, o time alemão voltou para a casa após um novo vexame. Aqui, a derrota foi na fase de 16 Avos para o Paraguai.
