
A Volkswagen e a Stellantis avaliam novas parcerias com montadoras chinesas como solução para ocupar parte da capacidade ociosa de suas fábricas europeias e tentar reverter a queda de rentabilidade em um cenário de forte pressão global.
No ano passado, o lucro da Volkswagen caiu pela metade, impactado pela pressão em todos os principais mercados, com as tarifas impostas pelos EUA e o forte crescimento da concorrência na China.
Já a Stellantis encerrou 2025 com queda nas vendas e prejuízo bilionário, em meio aos custos de reestruturação e à perda de competitividade em mercados-chave.
Stellantis mira expansão de parcerias com chinesas
Na quinta-feira, 21, o CEO da Stellantis, Antonio Filosa, apresentará aos investidores uma nova estratégia para os próximos dois anos. Segundo a Reuters, isso inclui um plano de expansão de parcerias com empresas chinesas para aproveitar a capacidade ociosa das fábricas e reduzir custos.
Além disso, a estratégia a longo prazo tem foco na retomada das vendas nos EUA e na concentração dos recursos em quatro marcas principais (Jeep, Ram, Peugeot e Fiat), sem perda de nenhuma outra marca.
A proposta de Filosa aos investidores terá “muito da China envolvida”, afirmou a agência.
Na semana passada, a montadora anunciou a expansão da parceria com a Leapmotor que inclui o compartilhamento de instalações de produção na Europa. Além dessa, a montadora está aberta a compartilhar seu espaço fabril com outras montadoras chinesas.
Fontes sugerem que a cooperação entre a Stellantis e a Dongfeng pode ser expandida em breve para além da China, por exemplo.
Esses acordos podem ajudar a fabricante a reduzir a capacidade de produção excedente em diversos países, além de também aprimorar seus próprios veículos elétricos com conhecimento técnico de concorrentes chineses.
Volkswagen considera parceria para não fechar fábricas
A Volkswagen estuda seguir o mesmo caminho. Ela pretende reduzir o excesso de capacidade de produção na Alemanha, mas não deve fechar as fábricas, por pressão do sindicato dos trabalhadores com base em um acordo feito entre as partes em 2024.
Com isso, o CEO Oliver Blume tem buscado alternativas e mencionou a possibilidade de um acordo de compartilhamento de instalações com parceiros chineses para lidar com o excesso de capacidade, segundo a Reuters.
Ainda segundo a agência, citando o chefe da marca Volkswagen, Thomas Schaefer, a empresa está trabalhando para ajustar os volumes excedentes, e que o fechamento das fábricas seria uma “segunda melhor opção”.