
As coisas seguem complicadas na Alemanha. Depois da Volkswagen anunciar cortes substanciais em sua força de produção e da Bosch prever 13 mil demissões, chegou a vez de outra bandeira da indústria automotiva alemã, a ZF, reduzir o seu quadro na esteira de um mercado de veículos elétricos que tem estrangulado muitas empresas na Europa.
Segundo o sindicato do metalúrgicos IG Metall, a sistemista eliminará aproximadamente 7,6 mil empregos em sua divisão de tecnologia de powertrain eletrificado até 2030, como parte de um acordo de reestruturação firmado com seu conselho de trabalhadores e a entidade laboral.
Esta redução da força de trabalho faz parte de uma iniciativa maior revelada no ano passado, na qual a ZF planejava eliminar até 14 mil posições na Alemanha. Pelas contas da companhia, os cortes vão proporcionar economias para a operação em mais de € 500 milhões até 2027
A empresa também não deve mais separar (spin-off) a sua divisão de powertrain elétrico, como se esperava anteriormente.
“A separação de toda a divisão não está mais sendo buscada. Em vez disso, a divisão restaurará a competitividade de seus produtos existentes por meio de uma reestruturação”, informou a companhia por meio de nota.
ZF vai reorganizar oferta de produtos para elétricos
Como primeiro passo, informou a ZF, a linha de produtos para veículos elétricos será reorientada. As atividades de desenvolvimento de carregadores de bordo, conversores CC e eixos de viga elétrica (eBeam), serão descontinuadas.
Por outro lado, o desenvolvimento de produtos como o TherMaS, o sistema de gerenciamento térmico ZF e a transmissão híbrida plug-in evo de 8 HP será impulsionada. A compra de motores elétricos e inversores será reavaliada pela empresa.