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Alerta de cinto de segurança traseiro será obrigatório nos EUA em 2027

Decisão acontece mais de 10 anos após recomendação feita pelo Congresso
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Vitor Matsubara

18 dez 2024

2 minutos de leitura

Órgão estima que uso do cinto de segurança no banco de trás pode salvar até 50 vidas por ano

O Departamento de Transportes dos Estados Unidos afirmou que todos os carros novos vão precisar sair de fábrica com alerta de uso dos cintos de segurança no banco traseiro a partir de 2027.

A decisão foi tomada mais de uma década após o Congresso dos EUA ter recomendado a obrigatoriedade do uso do equipamento, em 2012.

Nos países da União Europeia, a obrigatoriedade de alerta de uso do cinto de segurança está em vigor desde 2019.

Uso do cinto pode salvar 50 vidas por ano

A medida é um esforço em reduzir o número de ferimentos e mortes no trânsito causadas em batidas nas quais os ocupantes não estavam usando o cinto de segurança no banco de trás.

O NHTSA, órgão que regulamenta a segurança viária no país, estima que o uso do equipamento pode impedir mais de 500 ferimentos e salvar aproximadamente 50 vidas por ano.

Alerta será prolongado e intensificado

Atualmente, o uso do cinto de segurança é lembrado dentro do veículo por alertas sonoro e visual.

A ideia é que a duração desses alertas sejam prolongadas para até 60 segundos e não cessem até que o usuário afivele o cinto. O volume do alerta sonoro também deve aumentar à medida em que a velocidade do veículo também cresce.

A proposta prevê ainda a obrigatoriedade do alerta também para o passageiro do banco dianteiro.

As montadoras deverão equipar seus veículos com o alerta de uso do cinto de segurança dianteiro até setembro de 2026, enquanto o alerta do cinto traseiro será mandatório a partir de setembro de 2027.

Metade das vítimas fatais estavam sem cinto de segurança

O NHTSA afirma que o uso de cinto de segurança reduz o risco de fatalidades no banco traseiro em 55% no caso de automóveis de passeio. E em até 74% nos SUVs.

Aproximadamente metade das vítimas fatais decorrentes de batidas não estavam usando cintos de segurança.