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BYD Song Plus 2027 defende liderança com conforto e conteúdo

SUV tem mudanças pontuais e mantém virtudes que o fazem vender bem

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Vitor Matsubara

16 jul 2026

4 minutos de leitura

BYD Song Plus 2027
Novidades no Song Plus são discretas

Dizem que difícil não é chegar no topo, e sim manter-se lá. A BYD não me deixa mentir: virou uma das referências em carros eletrificados no Brasil e hoje já está no top 5 das montadoras que mais vendem no país. O problema é que várias conterrâneas surgiram com força e agora o cenário é bem diferente de quando a marca chinesa estreou por aqui.

O Song Plus é um dos campeões de venda da empresa no mercado nacional. Na linha 2027, ele trouxe pequenas atualizações no conteúdo que atendem a antigos pedidos dos donos. Avaliamos o modelo por uma semana para descobrir se o SUV tem o que é preciso para seguir no topo.

O que mudou no BYD Song Plus 2027?

Como disse acima, as mudanças são pontuais. Por dentro, a cabine agora pode vir com revestimento preto em vez do bonito, porém controverso creme.

O conjunto híbrido ganhou o motor 1.5 turbo a gasolina do Song Plus Premium (o antigo também era 1.5 porém aspirado) que trabalha em conjunto com o propulsor elétrico – este passou de 194 cv para 204 cv. No geral, a potência subiu para 239 cv (5 cv a mais), porém o torque combinado caiu de 40,8 kgfm para 30,6 kgfm.

O motor elétrico, aliás, agora é alimentado por uma bateria maior de 26,6 kWh, mais do que os 18,3 kWh anteriores. Graças à adição de um bocal de carregamento de até 18 kW em corrente contínua (DC), o Song Plus 2027 pode ter a recarga completa em 55 minutos. A autonomia no modo elétrico aumentou de 63 km para 99 km.

Condução suave e agilidade no dia-a-dia

Mesmo quem não gosta de carros híbridos precisa reconhecer que o BYD Song Plus 2027 é um dos melhores representantes da categoria na atualidade.

O SUV médio tem dirigibilidade bastante acertada, o que se traduz em desempenho muito satisfatório, nível de isolamento acústico elogiável e suspensão com calibragem bem acertada para o piso acidentado do Brasil.

O modo elétrico atua até 20% de bateria sem recorrer ao motor a combustão. Se você circula majoritariamente pela cidade, talvez sequer gaste uma gota de gasolina.

Foi o que aconteceu durante nossa avaliação, quando rodei exclusivamente com a eletricidade. É possível rodar mais do que os 99 km informados pelo PBEV, desde que você mantenha a serenidade no acelerador e aproveite os recursos como o modo Eco e a frenagem regenerativa.

Só que nem tudo são flores. O quadro de instrumentos digital de 12,3 polegadas confunde pelo excesso de informações e o pacote de assistências à condução (ADAS) é recheado, mas alguns recursos funcionam de forma um tanto intrusiva e nem sempre precisa.

O assistente de permanência em faixa insiste em intervir na direção mesmo com tudo sob controle, o que pode assustar quem está menos atento. Já o piloto automático adaptativo tem uma calibragem demasiadamente sensível, resultando em reduções de velocidade bruscas em algumas situações.

Interior aconchegante e recheado

De resto, o BYD Song Plus 2027 preserva suas qualidades. Continua um carro muito confortável e que recebe muito bem os ocupantes, principalmente pelo acabamento muito esmerado com materiais macios por toda a cabine.

É muito boa a vida de quem viaja no banco de trás, que pode ter o encosto levemente reclinado para maior conforto. Há saídas de ar-condicionado, entradas USB e muito espaço para as pernas, além do assoalho plano. O porta-malas de generosos 552 litros também merece elogios.

Apesar de já não ser novidade, o Song Plus 2027 ainda é bonito. O design elegante tem alguma coisa de Aston Martin, talvez pelo desenho da grade frontal com filetes horizontais cromados. Atrás, as lanternas interligadas que estão em praticamente todo SUV chinês reforçam a sensação de largura do modelo da BYD.

Vale a pena comprar o BYD Song Plus 2027?

Sim. É a versão mais interessante da linha Song, principalmente porque resolve as principais queixas dos donos. A adoção do motor turbo melhora o desempenho e a bateria maior amplia a autonomia no modo elétrico, resolvendo problemas de um carro que era mais elogiado do que criticado pelos proprietários.

Apesar das novidades, a BYD manteve os R$ 249.990 pedidos pelo Song Plus. Até porque a concorrência feroz é formada por conterrâneos como Geely EX5 EM-i Ultra (R$ 234.990), GWM Haval H6 PHEV19 (R$ 249 mil) e Omoda 7 Luxury (R$ 254.990).

Com tantas opções, sendo todas híbridas, recomendo pesquisar e dirigir cada um deles antes de decidir.