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Por que vende tanto? BYD Dolphin Mini é compra atraente e ainda é elétrico

Subcompacto entrega virtudes raras no segmento a um preço convidativo para figurar entre os veículos mais licenciados do país

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Vitor Matsubara

25 jun 2026

4 minutos de leitura

BYD Dolphin Mini 2026
Dolphin Mini é o carro elétrico mais vendido do país (foto: Vitor Matsubara/AB)

Até pouco tempo atrás era impensável um carro elétrico estar entre os mais vendidos do Brasil. O BYD Dolphin Mini quebrou esse tabu e foi além: virou o campeão de vendas no varejo e se tornou peça chave para o sucesso da marca chinesa no país.

Existem algumas razões para o sucesso do Dolphin Mini, mas vou resumir em poucas palavras. Afinal, não é exagero dizer que ele “democratizou” as virtudes do carro elétrico nivelando o modelo a outros compactos menos equipados com motores de combustão.

Antes que você discorde, cabe aqui um esclarecimento: sim, existiam carros elétricos mais baratos no Brasil – o Kwid E-Tech custava R$ 99.990 até sair de linha recentemente.

E também sei que é duro dizer que um carro de R$ 120 mil é barato a ponto de ser rotulado como democrático. No entanto, nenhum competidor atual tem uma relação custo/benefício tão interessante – e vende tão bem – como o Dolphin Mini.

Dolphin Mini tem poucas novidades, mas uma mudança bem-vinda

Dolphin Mini
Cor azul Glacial é novidade – Foto: Vitor Matsubara/AB

O Dolphin Mini foi lançado em meados de 2024 e mudou muito pouco desde então.

A alteração mais importante na linha 2026 está longe dos olhos. A BYD mexeu na calibragem da suspensão traseira para corrigir o irritante comportamento do Dolphin Mini ao passar por qualquer irregularidade da pista.

O carro sacolejava excessivamente, mesmo no menor dos desníveis, resultando em bastante desconforto para quem viajava atrás. Felizmente isso faz parte do passado.

De resto, rodas de liga leve com novo desenho, o logotipo BYD no lugar da frase “Build Your Dreams” e uma opção inédita de cor, a bonita azul Glacial.

Duas versões e preço convidativo com isenções

O Dolphin Mini está à venda nas versões GL e GS, esta última homologada para cinco pessoas.

Dependendo da modalidade de compra e das condições (lembrando que o modelo está disponível para venda PcD), o subcompacto custa pouco mais de R$ 100 mil.

Esse valor se aproxima muito ou, em alguns casos, até fica abaixo do preço de modelos tradicionais como Hyundai HB20 e Chevrolet Onix, que são menos equipados e usam apenas motorizações a combustão.

Um legítimo carro urbano

BYD Dolphin Mini

O motor elétrico dianteiro entrega 75 cv e 13,8 kgfm de torque, alimentado por uma bateria de 38 kWh. A autonomia é estimada em 280 km pelo ciclo PBEV do Inmetro.

O desempenho evidencia que o Dolphin Mini é um carro essencialmente urbano: a aceleração de 0 a 100 km/h acontece em 14,9 segundos e a velocidade máxima é de 130 km/h.

A vocação citadina também aparece nas dimensões compactas. São 3,78 metros de comprimento, 1,72 m de altura, 1,58 m de altura e 2,50 m de distância entre os eixos.

Mesmo assim, o Dolphin Mini recebe bem seus ocupantes. A posição de dirigir é confortável e ligeiramente elevada. Atrás, o espaço para as pernas é surpreendentemente generoso até para quem mede mais de 1,75 metro. Eu, que tenho menos do que isso, não tive motivos para reclamar.

Em contrapartida, o porta-malas tem apenas 230 litros e falta o tampão para proteger as bagagens. Tampouco existe estepe, substituído por um kit de reparo de pneus que fica no compartimento ao lado do cabo do carregador.

O pacote de equipamentos é bastante generoso para a categoria. Há seis airbags, faróis de LED, quadro de instrumentos digital com tela de 7″, ar-condicionado automático, direção com assistência elétrica, central multimídia com tela de 10,1″, chave presencial, partida do motor por botão e carregador de celular por indução.

Baixo custo de manutenção é outro atrativo

Assim como todo carro elétrico, o Dolphin Mini tem baixo custo de manutenção.

Isso porque várias peças presentes em motores de combustão simplesmente não existem em um veículo com motor elétrico. Dessa maneira, apenas componentes comuns a todo automóvel são substituídos. Aliás, alguns deles até apresentam menor desgaste, como as pastilhas de freio.

O custo de revisões é atraente. O proprietário precisa gastar R$ 1.760 para fazer as três primeiras revisões, sendo que o intervalo entre cada uma delas é de 20 mil quilômetros.

Aí fica fácil entender porque tanta gente compra um Dolphin Mini, principalmente quem usa o carro para trabalhar.