
A BAIC aos poucos vai desvendando a sua operação comercial no Brasil. Na quinta-feira, 27, durante o Festival Interlagos, realizado em São Paulo (SP), o COO Oswaldo Ramos informou que serão três as marcas no mercado local: a BAIC, que terá em sua linha os modelos híbridos; a Arcfox, com modelos crossovers elétricos, e a premium Stelato, que chega por último, sem data definida.
A linha Arcfox já foi revelada há algumas semanas, com os modelos T1 e T5. O Arcfox T1, que terá pré-venda em outubro e vendas regulares em novembro, é a aposta da BAIC para ingressar na disputada categoria de hatches elétricos e brigar com outros chineses, como BYD Dolphin, GAC Aion UT e GWM Ora 5. Tem 4,34 metros de comprimento e 2,77 m de entre-eixos, e já foi flagrado sem camuflagem em testes pelo Brasil.
“Não vamos brigar com BYD e Geely, nós vamos trazer o consumidor de carros de combustão para o segmento dos elétricos”, disse o executivo na oportunidade, se referindo aos competidores considerados rivais diretos do T1, no caso, o Jeep Renegade, o Volkswagen T-Cross e o Hyundai Creta.
Já o Arcfox T5 é a arma da montadora chinesa para brigar no andar de cima, na cada vez mais competitiva categoria dos SUVs médios. São 4,69 m de comprimento – maior que um BYD Yuan Plus e pouco menor que um Leapmotor C10, por exemplo – e 2,84 m de entre-eixos.
A montadora informou, ainda, que até dezembro a rede de concessionárias será de até 50 lojas, com veículos BAIC e Arcfox contracenando no mesmo showroom. A maioria das lojas estará instalada no Sudeste, em 43 regiões. A sequência de lançamentos totaliza 10 carros até 2028, e será a seguinte: em 2026, os SUVs elétricos Arcfox. Em 2027, dois SUVs, dentre eles o B30, e 1 picape. Em 2028, 2 crossovers e mais 3 SUVs.
Anúncio de fábrica em setembro
A BAIC vai revelar em setembro onde produzirá veículos no Brasil. De acordo com Oswaldo Ramos, o local da produção já foi definido e contará também com investimento de um parceiro local, além de recursos da matriz chinesa.
“CKD e SKD [kits de peças importados] não fecham a conta no longo prazo por causa do imposto de importação, por isso optamo,s para uma primeira fase do cronograma de produção no país, realizar a importação no esquema peça a peça, recolhendo a alíquota por unidade”, disse Ramos, no Congresso Fenabrave.
Esse modelo é similar ao adotado pela GWM na fábrica de Iracemápolis (SP). Ramos, inclusive, foi COO da montadora antes de assumir o comando das operações da BAIC.
“A matriz está avaliando o valor do investimento que será feito por aqui. Os representantes chineses têm em mãos todo o levantamento que fizemos a respeito de locais para comprar ou para alugar no país. Faz mais sentido essa associação com parceiro que já tem essa estrutura pronta e em operação”, revelou o executivo.
