
A Braddock é uma oficina mecânica em São Paulo fundada por Carla Margherito há 18 anos. Com ampla experiência no setor, Carla decidiu que era hora de compartilhar esse conhecimento e criou uma ONG voltada à capacitação de jovens em funilaria e pintura.
A ONG Braddock surgiu oficialmente em novembro de 2024 com o objetivo de inserir jovens em vulnerabilidade social no mercado de trabalho através da formação teórica e prática de funilaria e pintura automotiva.
Além disso, busca atender a demanda do mercado que, segundo Carla, está alta. “Quando eu vou em reuniões com as companhias de seguro, eu vejo as oficinas reclamando da falta de mão de obra, mas, de fato, ninguém está fazendo nada para formar esse jovem, para dar oportunidade para eles que são o futuro”, disse a presidente da ONG Braddock, Carla Magherito.
Como funciona a capacitação da ONG Braddock
A formação tem seis meses de duração (140 horas), com aulas duas vezes na semana por três horas.
As aulas teóricas e práticas ensinam habilidades do dia a dia de uma oficina, como soldar, trocar painel, identificar os pontos de tensão da batida, acabamento, alinhamento estrutural da carroceria, abotoadura, restauração de peças e descarte correto de materiais.
Os alunos aprendem como consertar desde danos leves até danos médios (batida com alinhamento de peças) e fortes (troca de painel dianteiro ou traseiro, com remoção e instalação).
ONG adapta capacitação para atender mais jovens
A primeira turma conta com 12 alunos entre 15 a 18 anos. Para 2026, a meta é formar 60 alunos, entre 12 e 17 anos. A faixa etária está sendo adaptada conforme a demanda dos interessados.
Da primeira turma, dois jovens já foram contratados para trabalhar na oficina Braddock. Os demais serão indicados para algumas das mais de 500 oficinas conhecidas da Braddock.
“Está sendo desbravador e tá sendo mais rápido do que eu imaginava, né? Tem muitas pessoas interessadas em fazer o curso. Eu achei que ia ser difícil conseguir engajar esse jovem nessa área, mas eu tenho feito um trabalho com as escolas, com algumas regiões aqui em estado de vulnerabilidade e tem dado bastante retorno”, contou Carla sobre a experiência de administrar uma ONG.