
A Citroën é uma marca com forte tradição nos ralis. Agora ela quer se firmar no automobilismo no asfalto – e logo de cara com os carros elétricos da Fórmula E.
A meta vai muito além de levar a fabricante ao topo do pódio. Federico Goyret, CMO global da Citroën, diz que a ideia é consolidar a marca como referência em eletrificação.
“Algumas pesquisas mostraram que a Citroën tem uma imagem muito forte em vários mercados, mas não é lembrada como uma das principais marcas de carros elétricos. Nossa meta é que as pessoas se lembrem da Citroën ao pensar em um veículo elétrico”.
Só que a Citroën, por exemplo, não vende nenhum carro elétrico no Brasil. Na Europa, porém, a marca oferece o carismático Ami e o C5 Aircross. Ambos, aliás, vieram para cá durante o Salão do Automóvel 2025.
Citroën na Fórmula E: gestão Stellantis e dupla competitiva

A Citroën é a segunda marca da Stellantis na Fórmula E (a primeira foi a DS, antiga divisão de luxo da própria Citroën) e substitui a Maserati no grid.
A marca italiana esteve na categoria por três anos, mas nunca teve resultados tão expressivos sob a gestão do Monaco Sports Group (MSG).
Agora sob controle direto da Stellantis, a Citroën Racing tem uma dupla bastante competitiva na Fórmula E: o bicampeão Jean-Éric Vergne e o jovem Nick Cassidy.
Cyril Blais, chefe da equipe francesa, ainda está cauteloso, embora não esconda que a ideia é figurar no topo em um futuro não muito distante.
“Nossa meta é terminar, pelo menos, entre as cinco melhores (equipes) nesta temporada. É claro que, quanto mais perto do topo, melhor. Mas não quero trabalhar com metas por enquanto”.
Como é o carro da Citroën na Fórmula E

Esta temporada será a última da Fórmula E com o Gen3 Evo, uma evolução do projeto da Gen3.
O monoposto é mais robusto e rápido do que o anterior. Destaque para a aceleração de 0 a 96 km/h em apenas 1,82 segundo. A Fórmula E destaca que esse tempo é menor do que um carro de Fórmula 1. A velocidade máxima é de 320 km/h.
O Gen3 Evo conta com a tração integral em situações de classificações, largada e durante o Modo Ataque.
O sistema de frenagem regenerativa de 600 kW geram quase 50% da energia necessária para uma corrida. Isso acontece durante a própria prova e enquanto o monoposto está em movimento.
A expectativa na categoria está para a estreia do Gen4 a partir da temporada 2026/27. A potência será de 600 kW – ou mais de 815 cv. O monoposto atual Gen3 evo entrega 400 kW, algo em torno de 544 cv.
A tração integral estará disponível o tempo todo. A promessa da Fórmula E é que o Gen4 é “o carro de corrida mais eficiente e sustentável do mundo”, com quase 100% de eficiência do motor e regenerando 40% de energia.
Estreia em São Paulo e com pódio

A temporada 2025/26 começou no último fim de semana com a corrida de São Paulo.
A Citroën Racing saiu do Sambódromo do Anhembi com um bom terceiro lugar de Nick Cassidy. Vergne chegou a liderar a prova, mas abandonou a corrida na 27ª volta.
“Começar um novo capítulo para a Citroën Racing com um pódio é uma conquista incrível para a equipe. Foi um resultado positivo e é ótimo iniciar a temporada com esse impulso”, concluiu o chefe do time francês.
