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Citroën tem melhor participação desde 2011 e persegue maior volume de vendas em 10 anos

Marca francesa amplia opções em suas linhas de compactos e diz que tem espaço para crescer mais
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Fernando Miragaya

09 set 2025

4 minutos de leitura

Linha 2026 da Citroën deve ajudar marca a manter melhor participação no mercado da última década – Foto: Fernando Miragaya/AB

O Brasil ainda amargava a ressaca dos 7 a 1 quando, pela última vez, a Citroën vendeu mais de 40 mil carros em um ano no mercado brasileiro. Pois bem, neste 2025, ao que tudo indica, a marca francesa pode novamente romper esse número.


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A Citroën não fala em metas abertamente. Mas a julgar pela participação de mercado no janeiro a agosto, a melhor desde 2012 (1,6%), e pelo crescimento gradual nos emplacamentos, esse volume parece factível. 

“O mercado e o tempo vão dizer onde vamos chegar. Tem espaço para continuar crescendo e vamos continuar crescendo”, afirmou Felipe Daemon, vice-presidente da marca durante o lançamento da linha 2026 dos compactos da Citroën.

Incremento na produção em Porto Real

Mesmo sem metas explícitas, esse recente lançamento corrobora as pretensões (veladas) da Citroën em termos de volume de vendas e participação de mercado. C3, Aircross e Basalt ganharam novas versões para ampliar o portfólio, a oferta e, consequentemente, a demanda.

Apesar de um gap entre as versões mais baratas e as intermediárias do Aircross e Basalt (no SUV-cupê a diferença entre a opção de entrada aspirada manual e a turbo automática logo acima é de R$ 15 mil), a fabricante acredita que abrange bem o mercado. 

“Esse gap se dá pelo custo do motor e conteúdo. Uma diferença natural de powertrain. Entendemos que estamos cobrindo bem o mercado. E o Basalt continua o SUV mais acessível e o turbo mais acessível do país”, afirmou o executivo. 

Com essa diversificação do portfólio da Citroën, a Stellantis incrementou a produção em Porto Real (RJ) desde julho. A planta opera em um turno chamado “especial”, por ser mais longo e com operação em alguns sábados.

“Não definimos um número, mas vamos ter crescimento importante em relação ao ano passado. Trouxemos as versões para dar maior competitividade, puxar o mix, e trazer um volume adicional de vendas”, acrescentou Felipe Daemon.

A montadora, contudo, não falou em quanto a produção foi aumentada. A capacidade da fábrica é de 130 mil unidades/ano, com 1.800 funcionários. O último ciclo de investimento de R$ 3 bilhões destinado à unidade fluminense prevê ainda a produção do Jeep Avenger.

Citroën já teve mais de 2,5% de participação de mercado

Felipe Daemon, VP da Citroën, durante apresentação da linha 2026 – Foto: Ferando Miragaya/AB

A última vez em que a Citroën vendeu mais de 40 mil carros foi em 2014. Naquele ano do 7 a 1, a marca francesa emplacou 53 mil unidades. Eram tempos de vacas gordas para a fabricante, mas que já indicavam um declínio.

Isso porque a Citroën iniciou a década de 2010 com 3 produtos feitos no Brasil, outros modelos importados, licenciamentos anuais na casa das 90 mil unidades e participação de de mercado de 2,6%.

Depois de 2014, contudo, foi ladeira abaixo. Das 53 mil unidades, o volume caiu para 31 mil no ano seguinte. Em 2016 foram 24 mil, 22 mil em 2017 e em 2018, e uma pequena reação, com 26 mil em 2019.

No ano da pandemia, 2020, foram apenas 13 mil carros emplacados da Citroën e participação de mercado de 0,69% . Naquela época, a marca só tinha um carro de passeio nas concessionárias: o C4 Cactus. 

A partir de 2022, já com o início do plano C-Cubed e o lançamento da terceira geração do C3, a Citroën começou a reagir e atingiu um volume de 32 mil carros. 

No ano passado, com a gama completa de compactos (C3, Aircross e Basalt), foram 33.885 emplacamentos e 1,3% de market share. No primeiro semestre de 2025, as vendas tiveram alta de 37% em relação ao mesmo período de 2024. E no janeiro a agosto deste ano, a Citroën soma mais de 25 mil vendas e participação de 1,6%.