
O Ministério das Cidades e o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) divulgaram o estudo Estudo Nacional de Mobilidade Urbana, que mapeia projetos e propostas para o transporte coletivo em 21 regiões metropolitanas.
O relatório final identificou 187 projetos de mobilidade, que correspondem a mais de 3 mil quilômetros de metrôs, BRTs, trens e VLTs. Com isso, podem ser viabilizados até R$ 430 bilhões em investimentos nos próximos 30 anos.
Segundo os órgãos, juntos, os projetos poderão evitar 27 mil vítimas de sinistros de trânsito por ano, além de reduzir em 11% o custo das viagens e em 15% o tempo médio de deslocamento das pessoas nas cidades. Em relação ao impacto ambiental, estima-se uma redução anual de 3 milhões de toneladas de CO₂.
Os projetos podem demandar até 6.600 ônibus elétricos, 2.400 carros metroferroviários e 600 composições de VLT. Com isso, a expectativa é criar mais de 1,3 milhão de empregos.
São Paulo concentra projetos de expansão de metrô e BRTs
Além do estudo, o BNDES lançou o portal Mobilidade Brasil, que consolida todas as informações do levantamento em uma plataforma de visualização simplificada e permite consultar os projetos por região metropolitana.
Em São Paulo, por exemplo, estão mapeados 41 projetos para a região metropolitana. O metrô aparece com 12 projetos que devem acrescentar mais de 130 km de novas linhas e extensões à rede existente.
São contempladas as linhas 2 – Verde (Vila Prudente → Penha → Guarulhos), Linha 16 – Violeta, Linha 19 – Celeste, Linha 20 – Rosa, Linha 21 – Vinho e Linha 22 – Marrom.
As maiores expansões previstas são da Linha 20 – Rosa, com cerca de 30 km ligando a região da Lapa ao ABC Paulista. Já a Linha 22 – Marrom deve integrar São Paulo, Osasco e Cotia, enquanto a Linha 21 – Vinho deve ligar Diadema ao Parque do Carmo.
Já o BRT Elétrico e o corredor central somam 15 projetos de ônibus estruturados. Os BRTs incluem, por exemplo, a ampliação do BRT Radial Leste, o BRT Arco Norte e o BRT Arco Sul São Bernardo–Jurubatuba. Além disso, estão previstas linhas que conectam municípios da região metropolitana à capital, como Cajamar, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra e Barueri.
Estudo orienta mobilidade para as próximas décadas
O estudo foi elaborado entre 2024 e 2026, com foco nas 21 regiões metropolitanas mais populosas do Brasil. O levantamento considera projeções populacionais e de demanda em um horizonte de 30 anos, com o objetivo de apoiar o planejamento de sistemas de transporte mais integrados, eficientes e sustentáveis.
“Ajuda o Brasil a olhar para esse desafio com planejamento, com dados, visão de futuro e compromisso com a vida real da população brasileira. É um trabalho que olha para os próximos 30 anos e ajuda a organizar uma visão nacional sobre os desafios da mobilidade urbana no Brasil”, disse o ministro das Cidades, Vladimir Lima.