
“Um novo passo na nossa história”. Essa foi a frase usada pela Ferrari em postagem que revelou seu mais novo supercarro, o “disruptivo” esportivo elétrico Luce. Prometido há alguns anos pela fabricante, o modelo surpreende pelo design excêntrico e pela potência de até 1.050 cv.
O número é gerado pelos quatro motores elétricos, sendo dois por eixo. Nas rodas dianteiras, a força gerada pela Ferrari Luce é de 286 cv de potência, enquanto que nas traseiras são despejados até 843 cv.
Ferrari Luce atrai pelo desempenho
Em torque, o conjunto motriz da Ferrari Luce rende 100 kgfm, e permite um 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. A bateria do elétrico tem 122 kWh de capacidade e promete autonomia para rodar por mais de 500 km. O carregamento é ultrarrápido, de até 350 kW.
A mecânica é montada sobre uma plataforma nova, desenvolvida pela marca para o modelo eletrificado, com arquitetura de 800 Volts e subchassi traseiro separado. O esportivo tem quatro portas, assim como a Ferrari Purosangue, mas com as duas traseiras com abertura no sentido contrário.
Outra novidade é o fato de a Ferrari Luce poder levar até cinco ocupantes. O modelo tem 5,02 metros de comprimento, 2 metros de largura, 1,54 metro de altura e o maior porta-malas de um modelo da marca na história: 597 litros.
Design privilegia a aerodinâmica




A Luce também se destaca pela aerodinâmica. A Ferrari elétrica tem coeficiente de arrasto de apenas Cx 0,254, resultado de uma série de escolhas da marca, dentre elas a opção por retrovisores posicionados na vertical.
Mas vamos ao elefante no meio da sala: o desenho. Assinado por um coletivo de designers de Maranello e pela LoveFrom, empresa de Jony Ive – autor da linguagem visual que marcou gerações de produtos da Apple -, o visual de Luce é diferente de tudo já feito pela Ferrari.
As linhas do superesportivo elétrico são arredondadas, quase sem vincos e com proporções incomuns quando pensamos na marca. De alguns ângulos, sem a logomarca da Ferrari, o modelo pode ser confundido com carros de outras montadoras.
Visual diferente de tudo
O elemento que mais remete à marca é o design das rodas de 23 polegadas na dianteira e 24 polegadas, na traseira. Os da frente têm faróis afilados, posicionados nas extremidades de uma grande tomada de ar. O para-choque recebe acabamento preto na parte inferior.
Aliás, o preto está em praticamente toda a linha inferior da carroceria da nova Ferrari. Na linha central, há a pintura principal e no teto, colunas, parte do capô e da tampa do porta-malas predomina o acabamento preto brilhante. A traseira retoma o design de lanternas arredondadas, mas ainda parece chapada demais.
Assim como a carroceria, a cabine é marcada pelas linhas arredondadas, resultado da influência de Jony Ive, que foi um dos principais designers da Apple. A central multimídia, por exemplo, lembra bastante um iPad. Os botões são físicos para os comandos do ar-condicionado e outras funções do carro.
O volante tem design clássico e traz ainda os comandos dos retrovisores e setas, que foram tirados da coluna de direção. Os bancos têm acabamento de couro e tom que se repete nos painéis de porta. A mescla de materiais é grande no interior.
Comandos agrupados no volante

Nas redes sociais, o visual da Ferrari recebeu uma enxurrada de críticas. Um dos comentários mais curtidos na postagem oficial da marca no Instagram sobre o modelo questiona: “Que tipo de abominação eu estou vendo?”. Outros usuários compararam o design do carro com o de um iPhone.
A Ferrari Luce já está disponível para encomenda e tem preço partindo de US$ 550 mil (R$ 2,7 milhões em conversão direta).