
A Lalamove, app de entregas sob demanda, divulgou os resultados de uma pesquisa global que revela que mais de 75% dos motoristas parceiros migraram de setores tradicionais (como comércio e serviços) para trabalhar como entregadores na plataforma.
O estudo analisou quase 9 mil respostas de diferentes locais ao redor do mundo. Ele observou que, entre os motoristas parceiros da Lalamove, 16% vêm de cargos administrativos e 14% são autônomos.
No Brasil especificamente, cerca de 30% dos motoristas parceiros trabalhavam anteriormente no setor logístico tradicional antes de migrarem para a Lalamove.
Flexibilidade do serviço atrai motoristas do Lalamove
Segundo o estudo, 65% dos motoristas entrevistados apontam a flexibilidade como principal motivação para fazer as entregas, enquanto 47% aproveitam a agenda aberta da plataforma para equilibrar a geração de renda com compromissos pessoais e familiares.
Além disso, 63% dos motoristas parceiros são casados e dois terços têm filhos.
De acordo com a plataforma, a flexibilidade e a acessibilidade de horários são os maiores motivos para o crescimento da economia de plataforma no mundo.
“Ao eliminar exigências rígidas de carga horária e permitir que os motoristas organizem seu dia de acordo com suas necessidades, a Lalamove preenche lacunas logísticas”, afirmou a empresa em comunicado.
A pesquisa também revelou que 63% dos motoristas têm uma fonte principal de renda e usam a Lalamove como fonte secundária.
Nem tudo são flores
A economia de plataforma tem seus poréns. Um estudo da Gridwise Analytics com base em 150 mil motoristas nos EUA apontou que os “gig workers” (motoristas de Uber, Lyft, DoorDash e outras plataformas) tiveram queda média de 3,4% em seus ganhos semanais, mesmo trabalhando mais horas.
Os motivos para isso: aumento da concorrência, mudanças nos valores repassados pelos algoritmos e redução de bônus. Como esses fatores não estão sob controle dos motoristas e eles não têm opção a não ser aceitar os termos das plataformas, acabam trabalhando mais como forma de manter sua renda.
Outro estudo, da Upwork Research & Freelancers Union, apontou que 56 % dos “gig workers” globais usam os apps como renda complementar, enquanto 28% têm nessas plataformas sua fonte principal de renda.
Assim como no estudo da Lalamove, 49% dizem que o principal motivo para serem freelancers é a flexibilidade de horário. Porém, outro dado do estudo é que 52% dos gig workers têm nível superior – o que indica que a opção por trabalhar com plataformas pode ser causada por uma baixa absorção de novos profissionais pelo mercado.