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CEO da GWM quer transformar Brasil em hub de exportação na América do Sul

Executivo explica porque fabricante chinesa não investirá na localização de fornecedores para a unidade de Iracemápolis
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Vitor Matsubara

24 abr 2025

2 minutos de leitura

Fábrica da GWM em Iracemápolis
Planta no interior paulista poderá exportar para vários países da América do Sul

A fábrica da GWM no Brasil não vai se dedicar apenas à produção de carros para o mercado interno. A ideia é transformar a planta de Iracemápolis (SP) em um hub de exportação para outros mercados da América do Sul.

A intenção foi revelada pelo CEO e fundador da GWM, Jack Wei.

“Dois anos atrás a GWM adquiriu uma fábrica no Brasil e certamente estamos olhando por oportunidades para usar o Brasil como um hub para produzir carros para o mercado local e toda a região”.

Wei explicou porque a GWM não investirá na localização de alguns fornecedores.

“O custo seria muito mais alto se fosse preciso localizar algumas tecnologias e não haveria volume suficiente para viabilizar esse investimento”.

A fábrica da GWM no Brasil está prevista para ser inaugurada em junho. Porém, conforme Automotive Business noticiou, a produção só começa no segundo sesmestre.

Segundo a empresa, a produção funcionará na modalidade “peça a peça”: os componentes são montados um a um no próprio veículo dentro da linha de montagem – a fabricante diz que o sistema é diferente do CKD.

CEO da GWM se diz feliz com vendas da Ora

Wei admitiu que a submarca Ora não tem volumes expressivos como outras concorrentes em vários mercados pelo mundo. Mesmo assim, o CEO da GWM está contente com os resultados.

“Embora ainda estejamos atrás da concorrência em vendas, nós estamos ganhando dinheiro em vez de perder. No momento estou satisfeito com o volume de vendas”.

Guerra de tarifas pode aproximar China e Europa

Em Xangai, China, Automotive Business participou de uma conversa com alguns representantes da imprensa de países onde a GWM está presente.

Durante a entrevista, Wei não fugiu de nenhum assunto. Comentou, inclusive, sobre a “guerra de taxas” entre Estados Unidos e China. E não só minimizou as supertarifas como enxergou vantagens.

“Acredito que existe um impacto e um risco significativo (para a GWM), mas não é grande porque nunca exportamos volumes expressivos para o mercado norte-americano”, disse Wei.

“Existe um lado positivo que é a melhoria nas relações comerciais entre China e Europa e acredito que esses mercados podem se aproximar”, completou.