
A GWM tem motivos para celebrar as vendas do Haval H6. Em 2025, o modelo já emplacou pouco mais de 19 mil unidades até agosto. Esse bom desempenho abre caminho para a estreia do H9, que vai encarar Mitsubishi Pajero Sport, Chevrolet Trailblazer e Toyota SW4.
O Haval H9 será vendido em versão única por R$ 309 mil durante a pré-venda. O preço será reajustado para R$ 319 mil a partir da segunda quinzena de setembro.
Todavia, o valor continua muito competitivo diante da concorrência. O Pajero Sport Legend sai por R$ 426.990, enquanto a Toyota SW4 Diamond custa R$ 469.890. No caso do SW4, a diferença é de espantosos R$ 150.890.
Haval H9 supera concorrentes nos números

Falando em diferenças, elas não se limitam à hora de assinar o cheque. O H9 é o maior SUV de sete lugares do segmento. Tem 4,95 m de comprimento, 1,97 m de largura e 1,93 m de altura. A distância entre-eixos é de 2,85 m.
Ele também leva a melhor nos ângulos de ataque e de saída, que são de 31º e 25º, respectivamente. A capacidade de imersão (ou seja, quanto de água o veículo pode trafegar) é a maior entre os rivais, com 800 milímetros.
A GWM oferecerá garantia de 10 anos. Não por acaso, o prazo é o mesmo disponibilizado pela Toyota.
Design a la Defender e espaço para sete adultos

O Haval H9 tem um design “quadradão” que nunca saiu de moda entre os SUVs de luxo. Mercedes-Benz Classe G e Defender 110 estão entre bons exemplos.
Ambos parecem ter inspirado os designers da GWM em elementos como o desenho das colunas e das lanternas. No fim das contas, o resultado é agradável, especialmente na cor de lançamento Grafite Zenith.

A cabine tem personalidade própria, embora seja compartilhada com a Poer P30. O acabamento é de ótima qualidade e o visual é requintado. O quadro de instrumentos tem 10,25 polegadas e a central multimídia tem tela de 14,6 polegadas. Os bancos são revestidos em couro sintético e têm regulagens elétricas na primeira fileira.
A GWM ressaltou que o Haval H9 é um carro de sete lugares para sete adultos. É verdade, desde que a segunda fileira de bancos (que corre sobre trilhos) seja avançada para a frente. Caso os bancos estejam completamente recuados, sobra pouco espaço para as pernas – como acontece nos concorrentes.

O porta-malas acomoda 88 litros com os sete lugares em uso. A capacidade pula para 791 litros com os bancos extras rebatidos e chega aos 1580 litros se as duas fileiras não estiverem em uso.
Curiosamente, o suporte do estepe na tampa traseira foi substituído por uma caixa porta-objetos que leva até 10 quilos. O pneu sobressalente está fixado debaixo do veículo – e do lado de fora.
Motor do Haval H9 é o mesmo da Poer P30

O motor 2.4 turbodiesel é compartilhado com a Poer P30. Entrega os mesmos 184 cv e 48,9 kgfm, associado ao câmbio automático de 9 marchas.
A GWM informa aceleração de 0 a 100 km/h em 13 segundos e velocidade máxima de 170 km/h. As médias de consumo aferidas pelo Inmetro são de 9,1 km/l na cidade e 10,4 km/l na estrada.
O H9 tem tração 4×4 com reduzida e bloqueio do diferencial central e traseiro. Ele também vem com o Tank Turn, um prático sistema que freia as rodas traseiras para reduzir o raio de giro. Esse recurso estreou no Tank 300 e é acionado por um botão no console central.
Como anda o novo SUV da GWM
Nosso primeiro contato aconteceu na mesma ocasião em que andamos na Poer P30. Foi, inclusive, a ocasião ideal para conhecer o Haval H9 em condições adversas, já que a chuva não deu trégua nos dias em que estivemos no interior do Rio Grande do Sul.
O novo SUV agrada quem está atrás do volante. A cabine tem isolamento acústico de qualidade, inclusive com vidros duplos. Os bancos são muito aconchegantes e a posição de dirigir é confortável.
Gostei do ajuste da suspensão capaz de filtrar buracos e imperfeições com competência. Mesmo em pisos acidentados, o H9 teve desenvoltura para superar obstáculos. A chuva transformou a estrada de terra batida em lama, e foi aí que a tração 4×4 se mostrou eficiente.
Não tive a chance de dirigir o H9 no asfalto. De toda maneira, o breve test-drive me mostrou que o novo SUV da Haval pode, sim, incomodar seus rivais tradicionais. Basta se dispôr a conhecê-lo melhor.
