
A GWM Brasil projeta R$ 20 milhões em vendas de caminhões a hidrogênio no país em 2026. Para o próximo, a meta sobe para R$ 200 milhões.
Essa estimativa acontece num cenário de investimentos da montadora em estratégias de mobilidade a hidrogênio no Brasil. A GWM realizou o primeiro abastecimento com hidrogênio verde produzido no Centro de Referência em Tecnologias de Baixo Carbono e Hidrogênio Verde, inaugurado recentemente em Camaçari (BA). Essa estrutura conta com produção de hidrogênio, geração de energia renovável, estação de abastecimento e laboratórios voltados à descarbonização.
A montadora justifica que a estimativa também é baseada nas negociações comerciais do veículo no país, feita com sete empresas privadas e centros de tecnologia. De acordo com a marca, o valor combinado das negociações supera a projeção para 2026.
A estratégia também é expandir a tecnologia para toda a América do Sul. Segundo a montadora, a negociação com empresas responsáveis por negócios sustentáveis no continente pode impulsionar as primeiras vendas do caminhão a hidrogênio da marca na América Latina.
A GWM vê o abastecimento na estrutura instalada na Bahia como uma nova etapa dos testes do caminhão com o uso de hidrogênio verde produzido localmente. Agora, é possível avaliar o desempenho da tecnologia em condições reais de operação.
“O primeiro abastecimento do caminhão com hidrogênio verde produzido no Cimatec representa um momento histórico para a mobilidade sustentável no Brasil. Estamos conectando veículo, infraestrutura e produção de combustível renovável em um mesmo ambiente de inovação, criando condições concretas para acelerar o desenvolvimento da mobilidade com hidrogênio no país”, afirma Davi Lopes, Head da GWM Hydrogen-FTXT Brasil.
Montadora avança em conversões de diesel para hidrogênio
A GWM também destaca que avançou no retrofit, o processo de conversão de caminhões a diesel já existentes em veículos elétricos equipados com célula de combustível de hidrogênio.
“O retrofit é o caminho mais barato para descarbonizar com hidrogênio, porque evita o custo e o tempo de substituir a frota inteira: o cliente aproveita o chassi e a carroceria que já tem, modifica o powertrain e ganha uma operação limpa”, completa Davi Lopes.