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Marcas da Stellantis são acusadas de ter software para fraudar testes de emissões

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Redação AB

01 ago 2025

2 minutos de leitura

Peugeot 207 a diesel vendido na Europa
Peugeot 207 era um dos carros com motor a diesel em 2009

Quatro marcas agora pertencentes à Stellantis foram acusadas de equipar carros com um software para fraudar testes de emissões de poluentes nos Países Baixos.

As marcas Opel, Peugeot, Citroën e DS teriam usado o sistema desde 2009. Na época, todas eram controladas pelo grupo PSA, que se fundiu com a FCA em 2021 para criar a Stellantis.


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Apesar da acusação, a corte dos Países Baixos não determinou se as empresas devem pagar algum tipo de compensação financeira (leia-se multa) pela suposta irregularidade.

Stellantis desmente corte e estuda como se defender

A Stellantis nega as acusações e disse que estuda “tomar medidas apropriadas” para se defender.

“Acreditamos firmemente que os veículos cumprem com todas as normas de emissões aplicáveis e que a corte realizou considerações incorretas neste caso”.

As quatro marcas estão sob investigação na Europa, juntamente com várias outras montadoras. Essa prática se tornou comum após o escândalo da Volkswagen, que equipou milhões de veículos pelo mundo com um software para burlar testes de emissões. O caso ficou tão popular que gerou até um termo: dieselgate.

Corte afirma que há evidências de uso do software

A corte dos Países Baixos afirma que existem evidências de que carros a diesel lançados por Opel, Peugeot, Citroën e DS desde 2014 tinham um software para manipular os sistemas de controle de emissões.

O sistema manteria, de forma artificial, os níveis de emissões de óxido de nitrogênio a níveis baixos durante os testes.

Isso também aconteceria desde 2009 em alguns veículos da Opel movidos a diesel. A suspeita é de que os veículos das demais marcas hoje controladas pela Stellantis também tivessem o software para burlar os testes de emissões.