
Quatro marcas agora pertencentes à Stellantis foram acusadas de equipar carros com um software para fraudar testes de emissões de poluentes nos Países Baixos.
As marcas Opel, Peugeot, Citroën e DS teriam usado o sistema desde 2009. Na época, todas eram controladas pelo grupo PSA, que se fundiu com a FCA em 2021 para criar a Stellantis.
Apesar da acusação, a corte dos Países Baixos não determinou se as empresas devem pagar algum tipo de compensação financeira (leia-se multa) pela suposta irregularidade.
Stellantis desmente corte e estuda como se defender
A Stellantis nega as acusações e disse que estuda “tomar medidas apropriadas” para se defender.
“Acreditamos firmemente que os veículos cumprem com todas as normas de emissões aplicáveis e que a corte realizou considerações incorretas neste caso”.
As quatro marcas estão sob investigação na Europa, juntamente com várias outras montadoras. Essa prática se tornou comum após o escândalo da Volkswagen, que equipou milhões de veículos pelo mundo com um software para burlar testes de emissões. O caso ficou tão popular que gerou até um termo: dieselgate.
Corte afirma que há evidências de uso do software
A corte dos Países Baixos afirma que existem evidências de que carros a diesel lançados por Opel, Peugeot, Citroën e DS desde 2014 tinham um software para manipular os sistemas de controle de emissões.
O sistema manteria, de forma artificial, os níveis de emissões de óxido de nitrogênio a níveis baixos durante os testes.
Isso também aconteceria desde 2009 em alguns veículos da Opel movidos a diesel. A suspeita é de que os veículos das demais marcas hoje controladas pela Stellantis também tivessem o software para burlar os testes de emissões.