
A McLaren se rendeu ao mercado e confirmou a produção do primeiro SUV de sua história.
Com isso, a fabricante inglesa segue os passos de suas rivais Porsche, Lamborghini e Ferrari, que também se curvaram à demanda por utilitários esportivos.
O modelo inédito será uma das novidades viabilizadas pelo investimento de £500 milhões (aproximadamente R$ 3,4 bilhões), que será aplicado nas áreas de manufatura e engenharia.
O montante permitirá a construção de uma nova linha de montagem e o desenvolvimento próprio de motores e transmissões. A McLaren promete criar 1 mil empregos diretos e indiretos até 2032.
Investimento só aconteceu depois de reestruturação
O CEO da McLaren, Nick Collins, afirmou à Reuters que o investimento só aconteceu após a reestruturação pela qual a empresa passou em 2025. Na ocasião, ações da marca foram adquiridas pela CYVN Holdings, de Abu Dhabi.
O fundo de investimento, que também tem uma participação na divisão de Fórmula 1 da McLaren, pertence ao L’IMAD. Este se comprometeu a investir £1,5 bilhão (cerca de R$ 10,2 bilhões) na McLaren pelos próximos cinco anos.
Entre as medidas tomadas pela marca na reestruturação, a McLaren acabou com um dos dois turnos de produção em Woking, na Inglaterra. Além disso, a empresa começou a produzir veículos apenas após os pedidos.
Como resultado de tudo isso, as vendas caíram de 3.300 unidades em 2024 para aproximadamente 2 mil veículos, em 2025.
McLaren diz que SUV terá muito dos superesportivos
O novo SUV terá desempenho de superesportivo e é peça importante na estratégia de crescimento nas vendas da empresa. Entretanto, o CEO garantiu que o carro não será muito diferente dos modelos mais famosos da marca.
“Vamos fazer do jeito McLaren”.
O diretor operacional da McLaren, Michael Straughan, afirmou que a fabricante precisa crescer para reduzir os custos com matéria-prima e incrementar seus lucros. Ele diz que a ampliação do portfólio é uma ótima saída, especialmente partindo com um SUV.
Embora a McLaren tenha acumulado sucessivos prejuízos, o executivo crê que as margens de lucro da companhia podem igualar seus competidores. Um deles é a Ferrari, que hoje tem as maiores margens de lucro da indústria automotiva.
“Podemos igualar os melhores, mas ainda há um longo caminho a ser percorrido”.
Marca descarta carro elétrico porque clientes não querem
Outra saída para aumentar as vendas seria lançar um carro elétrico. Foi o que fez a própria Ferrari com o Luce, controverso lançamento que despertou a fúria dos fãs da marca e críticas de investidores.
Mesmo assim, Collins garantiu que a McLaren não pretende entrar nesse segmento simplesmente porque não há demanda por um modelo assim.
“Vamos fazer um carro elétrico quando nossos clientes pedirem por um”, disse. “E eles não estão pedindo”, garantiu.