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Internacional

Nova medida do metrô de Nova York contra os puladores de catraca já está dando errado

Barreiras com pontas não impedem que usuários burlem o sistema para não pagar
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Victor Bianchin

21 jan 2025

2 minutos de leitura

Placas de metal tentam impedir ação dos puladores das catracas do metrô de Nova York

A MTA (Metropolitan Transportation Authority), órgão municipal que gerencia o transporte público de Nova York, começou a instalar na última semana placas de metal com o topo serrilhado para tentar impedir que pessoas pulem as catracas do metrô da cidade.

Até o momento, as barreiras já foram colocadas nas estações Lexington Avenue e Times Square.

Placas de metal foram instaladas ao lado do leitor de bilhete eletrônico e têm pontas no topo. Os passageiros que entram sem pagar no metrô de Nova York geralmente se apoiam sobre os suportes desses leitores para pular a catraca.

Com as placas, eles precisariam colocar uma das mãos sobre a placa de metal, o que poderia machucar os puladores das catracas.

Prejuízos chegariam a bilhões

No entanto, já circulam nas redes sociais diversos vídeos de pessoas pulando as catracas sem dificuldades, mesmo com o novo obstáculo. Na sexta-feira, 17, o jornal “The New York Post” flagrou pelo menos dez usuários pulando sobre as novas barreiras.

De acordo com a MTA, os “fare jumpers” (puladores de passagem) custaram aos cofres públicos o equivalente a R$ 1,7 bilhão em 2022. Isso levando em conta apenas o metrô.

Se colocarmos na conta os valores perdidos nos ônibus, nos pedágios das pontes e nas viagens intermunicipais de trem, as perdas sobem para R$ 4,2 bilhões. Em 2024, o CEO da MTA, Janno Lieber, estimou que o prejuízo chegou a R$ 4,8 bilhões.

A MTA vem tentando, nos últimos anos, resolver o problema dos “fare jumpers” com medidas diversas, como a instalação de portas eletrônicas no lugar das catracas e a colocação de mais guardas perto das passagens.

Além de pular as catracas, muitos usuários do metrô de Nova York também acessam as plataformas sem pagar usando as portas de emergência, que geralmente estão destrancadas.

O metrô de São Paulo, maior do Brasil, também enfrenta esse problema, em menor escala. Por aqui, é comum que os passageiros pulem as catracas em estações como Luz, Brás e São Bento, entre outras do centro.

Em abril de 2024, um homem pulou a catraca da estação Luz e um bombeiro da estação atirou na perna dele. O caso foi registrado como resistência, ameaça, outras fraudes e lesão corporal decorrente de intervenção policial na Delpom (Delegacia de Polícia do Metropolitano).