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Montadoras de caminhões da Europa pedem adiamento de metas de CO₂

Fabricantes alegam insuficiência em redes de recarga como um dos fatores que dificultam a transição para veículos de emissão zero

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Redação AB

16 set 2026

2 minutos de leitura

caminhões (Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Principais montadoras de caminhões emitiram comunicado com solicitação. Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

As montadoras de caminhões da Europa pediram à União Europeia que seja adiado em três anos o prazo para cumprir as metas de redução de dióxido de carbono (CO₂). Esse prazo está estabelecido para 2030.

Os CEOs das sete principais montadoras europeias de caminhões e ônibus, como DAF Trucks, Daimler Truck, Iveco e Scania, emitiram um comunicado com a solicitação. Segundo os fabricantes, a insuficiência de redes de recarga e os altos custos de energia tornam os veículos com emissão zero economicamente inviáveis ​​para os compradores atualmente.

As regras da União Europeia determinam que as montadoras reduzam as emissões de CO₂ de ​​novos veículos pesados em 43% até 2030, em comparação com os níveis de 2025. Até 2035, a regra exige que a redução seja de 64%. Em 2040, as montadoras devem reduzir em 90%. O regulamento também prevê multas em caso de descumprimento.

No entanto, de acordo com dados da Associação Europeia de Fabricantes de Automóveis (ACEA), atualmente apenas 2,4% dos novos veículos pesados ​​são de emissão zero, muito abaixo do nível exigido para a meta.

Montadoras cobram infraestrutura para veículos de emissão zero

No comunicado, as montadoras afirmam que as autoridades responsáveis pelas políticas ambientais precisam criar condições para acelerar a implantação de estações de carregamento, agilizar as conexões à rede elétrica, expandir os pedágios rodoviários baseados em CO₂ e reinvestir a receita do comércio de emissões em infraestrutura e na adoção de veículos com emissão zero.

Após a pressão do setor automotivo para flexibilizar as políticas, lideranças da UE discutem uma proposta da Comissão Europeia para rever a regra que, na prática, impede a venda de carros novos com motor a combustão interna no bloco dos 27 países membros a partir de 2035.