
A Nissan estaria em busca de um novo parceiro para estabelecer uma eventual aliança ou fusão. A montadora está aberta a conversar com empresas de vários segmentos, embora o foco esteja em alguma companhia do setor de tecnologia e preferencialmente com sede nos Estados Unidos.
A predileção por uma empresa sediada na América do Norte acontece porque o continente é o mercado mais importante para a Nissan fora do Japão.
Tanto Nissan quanto Honda não se pronunciaram sobre as especulações. A promessa da Nissan é que um parecer seja divulgado até a segunda quinzena de fevereiro.
Imprensa diz que fusão entre Nissan e Honda não vai acontecer

A decisão da Nissan ocorreu após as conversas com a Honda terem esfriado consideravelmente nos últimos dias.
Vários veículos da imprensa japonesa garantem que a fusão entre Nissan e Honda não acontecerá mais. De acordo com a agência de notícias “Reuters”, o CEO da Nissan, Makoto Uchida, se encontrou com o CEO da Honda, Toshihiro Mibe, para comunicar que não deseja prosseguir com a fusão.
A desistência ocorreu porque a Honda teria proposto à Nissan que se tornasse uma subsidiária de suas operações. A Nissan, por sua vez, desejava uma fusão na qual as duas empresas estivessem no mesmo patamar de importância dentro da empresa. Atualmente, a Honda é a segunda maior fabricante de carros do Japão, enquanto a Nissan é a terceira colocada.
Caso concretizassem a fusão, Nissan e Honda formariam o terceiro maior grupo automotivo do mundo. A nova companhia ficaria atrás apenas de Volkswagen e Toyota.
“Houve um consenso (pelo lado da Nissan) que as conversas não podem prosseguir sob esta proposta”, afirmou à “Reuters” uma fonte ligada à empresa que pediu para não ser identificada.
A Nissan deve formalizar a decisão de desistir do memorando de entendimento assinado pelas empresas em uma reunião do conselho administativo. Esse encontro deve acontecer antes da divulgação dos resultados do terceiro quadrimestre da Nissan, que vai acontecer na semana que vem.
Nissan vai cortar 9 mil empregos pelo mundo
Vale lembrar que a Nissan pretende cortar 9 mil empregos e reduzir 20% de sua capacidade produtiva global.
A fabricante havia sugerido que realizaria as mudanças antes de concretizar a fusão com a Honda, uma vez que a ideia era que ambas as empresas não tivessem resultados negativos antes de se unirem.
O surgimento das notícias do possível fim da fusão fizeram as ações da Nissan subirem 7,6%. Enquanto isso, as ações da Honda caíram 3,5%.