
O automobilismo continua um grande laboratório para desenvolver tecnologias que podem estar nos automóveis de rua nos próximos anos. Isso também se aplica aos carros elétricos, como mostra a Fórmula E.
Com 10 anos de existência, a categoria volta à cidade de São Paulo, que a recebe pelo terceiro ano a modalidade. E foi escolhida para abrir a temporada pela primeira vez.
A corrida acontece neste sábado, 7, às 14h. Cinco montadoras vão participar do campeonato deste ano: Porsche, Jaguar, Mahindra, DS e Nissan.
Esta última, inclusive, convidou Automotive Business para acompanhar os bastidores da etapa inicial da Fórmula E.
Carro ficou mais ágil
A temporada 2024/25 marca a estreia de um carro mais veloz. Como o nome sugere, o Gen3 Evo é uma evolução do projeto anterior conhecido como Gen3.
O monoposto teve mudanças no design, que aprimoraram a aerodinâmica do carro.
Com as melhorias, agora ele precisa de 1,82 segundos para ir de 0 a 96 km/h (ganho de 30% na performance) e chega à velocidade máxima de 322 km/h.
Segundo a Nissan, houve um aumento de 2% de desempenho em relação ao carro anterior da Gen3.
Outra novidade é a adoção do sistema de tração integral, que pode ser utilizada nas largadas, duelos de qualificação e no modo Attack.
Théo Gouzin, diretor-técnico da equipe, afirmou que a participação da Nissan na Fórmula E ajuda a realizar melhorias na condução dos veículos de rua.
“A Nissan participa da categoria para desenvolver motores eficientes e softwares capazes de incrementar a autonomia da bateria dos carros e otimizar o uso da energia disponível”.
Um brasileiro no time
A Nissan ganhou um reforço brasileiro de última hora. Sérgio Sette Câmara será o piloto reserva e de simulador da equipe na temporada 2024-25.
Presente na categoria desde 2020, Sérgio já disputou 66 corridas. Mas precisará se acostumar a um papel diferente do que estava habituado.
Mesmo assim, o mineiro assumiu o risco de não alinhar no grid pensando em uma futura oportunidade como titular – seja dentro ou fora da Nissan.
“A ideia é voltar para o campeonato como piloto titular porque sinto que nunca tive a oportunidade de andar em um carro competitivo. Nas outras ocasiões sempre estive preso a contratos com times menores”, diz.
“É um passo para trás (ser piloto reserva), não vou mentir, mas existem aberturas e pode ser que apareça alguma coisa para o ano que vem.”
