
A Nissan já tem um novo CEO para comandar a empresa no momento mais delicado de sua história.
Ivan Espinosa, atual diretor de planejamento da marca, vai liderar a companhia a partir de 1º de abril. O executivo vai substituir o atual presidente e CEO, Makoto Uchida.
O mexicano Espinosa está na Nissan desde 2003 e teve longa passagem pela filial de seu país natal. A Nissan é líder de vendas no México, um dos mercados mais estratégicos para a empresa no mundo.
Além de CEO, Nissan faz mudanças em cargos executivos
A nomeação do novo CEO vem acompanhada de uma série de mudanças no comitê executivo da Nissan. Guillaume Cartier, diretor de performance da empresa, assumirá uma nova função que engloba marketing e experiência do cliente.
Eiichi Akashi, atual vice-presidente de planejamento de veículo e da divisão de engenharia veicular, se torna diretor executivo e de tecnologia no lugar de Kunio Nakaguro.
Teiji Hirata será responsável pela manufatura e pelo gerenciamento da cadeia de suprimentos. Ele vai suceder a Hideyuki Sakamoto.
Jeremy Papin mantém o cargo de diretor financeiro e assume a função de diretor executivo.
Ex-CEO da Nissan recusou fusão com Honda
Makoto Uchida estava no comando da Nissan desde outubro de 2019.
O japonês se tornou CEO após a saída de Hiroto Saikawa, que se desligou da companhia após ter realizado operações financeiras inadequadas.
Sob a gestão de Uchida, a Nissan teve resultados desastrosos. No fim do ano passado, a empresa confirmou a delicada situação financeira que poderia levá-la à falência em breve. Uchida. Em novembro, a Nissan divulgou queda de 94% no lucro líquido do semestre fiscal.
Desde então, a montadora disse que pretendia cortar 9 mil empregos em todo o mundo e reduzir sua capacidade produtiva global em 20%.
O capítulo mais recente da gestão Uchida aconteceu em dezembro passado, quando a Nissan assinou protocolo de intenções para uma fusão com a Honda. A parceria, porém, foi desfeita poucas semanas depois.
Nissan vive calvário desde saída de Carlos Ghosn
A Nissan encontra dificuldades para se estabilizar desde a controversa saída de Carlos Ghosn, em 2018.
Antes de ser acusado de desvio de recursos e fraudes financeiras, Ghosn salvou a empresa da extinção em meados dos anos 2000.