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Foxconn diz que não quer comprar Nissan

Empresa de tecnologia afirma que apenas cooperação seria interessante para a companhia
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Redação AB

12 fev 2025

2 minutos de leitura

A Foxconn descartou qualquer possibilidade de aquisição ou fusão com a Nissan. A empresa, uma das maiores do setor de tecnologia e principal fabricante do iPhone, disse que seu objetivo é estabelecer um acordo de cooperação com a montadora.

“Nosso objetivo não é adquirir ações (da Nissan), e sim colaborar com a empresa”, afirmou o chairman da Foxconn, Young Liu.

Flerte de Foxconn e Nissan começou após fracasso com Honda

A Nissan está em busca de um novo parceiro após o iminente fracasso nas negociações com a Honda.

As marcas compatriotas haviam assinado até um memorando de entendimento para selar uma fusão que daria origem à terceira maior fabricante de automóveis do planeta. A nova companhia ficaria atrás apenas dos grupos Volkswagen e Toyota.

Entretanto, diversos veículos de imprensa afirmam que houve divergências importantes no modelo de negócio da possível empresa.

Enquanto a Honda queria que a Nissan fosse uma subsidiária, a Nissan pleiteava condições igualitárias na fusão. Até agora, nenhuma das empresas confirmou o fim das negociações.

Nissan diz que parceira ideal poderia ser da América do Norte

De toda maneira, a Nissan já acena positivamente com a possibilidade de se aliar a uma empresa do setor de tecnologia.

A montadora até sugeriu que a parceira ideal poderia ser da América do Norte (a Foxconn é de Taiwan), já que a Nissan vive fase bastante complicada por lá.

Recentemente, a Nissan revelou que pretende demitir 9 mil funcionários e reduzir a capacidade produtiva em todas as suas fábricas pelo mundo.

A Foxconn também negocia uma possível cooperação com a Renault, uma vez que a marca francesa tem 36% das ações da Nissan.

Nas últimas semanas, a Renault afirmou que estudaria quais medidas poderia tomar caso a fusão entre Nissan e Honda realmente acontecesse. Já a Mitsubishi, que é controlada pela Nissan e também faz parte da aliança com a Renault, ficaria de fora da possível nova empresa.