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Protecionismo de Trump derruba ações de montadoras com fábricas no México

Papéis negociados em bolsa de montadoras como Nissan e Toyota perderam valor após anúncio de tarifas de importação
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Bruno de Oliveira

03 fev 2025

2 minutos de leitura

O protecionismo de Trump segue provocando efeitos no mercado global de veículos, sobretudo na operação de empresas que mantêm operações no México.

Na segunda-feira, 3, as ações de fabricantes de automóveis japonesas e sul-coreanas, e de seus fornecedores, caíram nas bolsas de valores globais após introdução nos Estados Unidos de tarifas de importação aos produtos do México, Canadá e, claro, China.

A decisão de Trump, embora amplamente esperada, desvalorizou os papéis de fabricantes e fornecedores instalados no México, cuja produção abastece principalmente o mercado dos Estados Unidos.

As ações da Toyota e da Nissan, por exemplo, caíram 5%, cada. A Nissan, vale lembrar, tem importante parque fabril no México, no qual produz modelos como Kicks, Sentra e Versa.

As ações da Honda, por sua vez, caíram 7%. Os papeis da Kia Motors, que também tem uma fábrica no México, tiveram queda de quase 7%.

Trump impôs tarifas de 25% sobre as importações mexicanas e parte das que chegam do Canadá, e 10% sobre produtos da China. O México e o Canadá prometeram impor tarifas retaliatórias, como alíquotas de 25%.

Protecionismo de Trump pode ser benéfico ao Brasil, diz Anfavea

O presidente da Anfavea, Marcio de Lima Leite, afirmou que as políticas protecionistas anunciadas por Donald Trump contra a China podem beneficiar o Brasil.

“Esse mercado (EUA) é fortíssimo (para a China) e tem alta concentração de produtos chineses. Portanto, uma geração de barreiras vai criar um excesso de produtos que não vão entrar com a mesma força nos Estados Unidos. Esse excedente vai parar em países que investem em infraestrutura no agronegócio, como o Brasil”.

Ao mesmo tempo, Marcio afirma que o protecionismo de Trump contra a China pode ser uma faca de dois gumes para o Brasil.

O presidente da Anfavea crê que as exportações brasileiras podem aumentar caso a taxação sobre produtos vindos daqui não seja elevada como a aplicada às empresas chinesas.