
Dois senadores dos Estados Unidos cobraram investigações sobre a segurança do sistema de condução autônoma Autopilot da Tesla.
Ed Markey e Richard Blumenthal questionam a capacidade do Autopilot em identificar e agir em locais onde existem cruzamentos.
Em seu site, a Tesla afirma que o sistema pode conduzir os ocupantes em praticamente todas as situações encontradas nas ruas e rodovias.
A Tesla diz que o Autopilot oferece segurança para mudar de faixa, estacionar e seguir as coordenadas do GPS. A empresa ressalta que a intervenção humana pode ser necessária em determinadas condições.
Carta de senadores aponta falha de segurança no Autopilot
Os senadores afirmam que existe um número crescente de casos de quase colisões causadas durante o uso do Autopilot.
“Um erro de cálculo em um cruzamento férreo pode resultar em colisões catastróficas e fatais envolvendo os ocupantes do veículo, passageiros de trem e até trabalhadores”, escreveram.
Markey e Blumenthal afirmaram que um caso desses é muito mais perigoso do que erros pontuais, como uma mudança de faixa na hora errada.
A Tesla não respondeu à acusação feita pelos senadores.
O NHTSA, órgão responsável por monitorar a segurança viária nos EUA, recebeu o documento dos políticos. O próximo passo será coletar informações e, eventualmente, procurar a Tesla para esclarecimentos.
NHTSA investiga Tesla há um ano
Faz algum tempo que o órgão investiga as tecnologias de condução autônoma da Tesla.
Em outubro de 2024, o NHTSA iniciou investigações em mais de 2 milhões de veículos equipados com o sistema Full Self-Driving, que é mais complexo e avançado do que o Autopilot.
Existe a suspeita de que quatro colisões (sendo uma delas fatal) ocorridas em condições de baixa visibilidade poderiam ter sido evitadas. Os acidentes aconteceram em cenários de neblina, poeira intensa ou mesmo sob a incidência da luz do sol.
Outra investigação foi iniciada em janeiro deste ano. O alvo é um recurso que permite aos usuários da Tesla mover seus veículos remotamente.