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Por causa de tarifas de Trump, Aston Martin demite 20% do seu quadro

Fabricante britânica de luxo diz que vai reduzir força de trabalho devido às alíquotas dos EUA e também à fraca demanda do mercado chinês
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Redação AB

25 fev 2026

2 minutos de leitura

Logomarca da Aston Martin sobre capô de carro esportivo

A política protecionista do presidente estadunidense Donald Trump continua a respingar no setor automotivo. A Aston Martin, por exemplo, revelou que vai demitir 20% do seu quadro de funcionários devido às tarifas e à baixa demanda na China.

A fabricante britânica de esportivos de luxo tem, hoje, 3 mil funcionários. O que significa que ao menos 600 deles ficarão sem emprego em um futuro breve.

Além das tarifas, Aston Martin vai postergar eletrificação

Na planilha da Aston Martin, as demissões devem gerar uma economia de cerca de 40 milhões de libras (US$ 54 milhões) por ano. A montadora, contudo, não especificou quando os cortes de empregos serão implementados, mas adiantou que a maior parte ocorrerá ainda este ano.

Os cortes incluem a redução de 5% nos empregos anunciada pela Aston no ano passado. Além disso, a empresa também reduziu seu plano de investimentos de cinco anos de 2 bilhões de libras (US$ 2,71 bi) para 1,7 bilhão de libras (US$ 2,30 bi).

Desta forma, os planos de lançamentos e desenvolvimento de novos veículos elétricos da marca ficarão em segundo plano neste momento.

A companhia vem recebendo aportes por parte do bilionário canadense, um dos donos da fabricante e também da escuderia de F1 da Aston Martin. A empresa acumula uma dívida de 1,38 bilhão de libras (US$ 1,87 bi).

Em 2025, a Aston registrou prejuízo operacional de 259,2 milhões de libras (US$ 351,3 milhões). Para este ano, a meta é obter margens brutas na faixa dos 30% e lucros ajustados antes de juros e impostos “próximos ao ponto de equilíbrio”.

Segundo agências internacionais, a Aston aposta nas vendas do super esportivo híbrido Valhalla, que já tem mais de 500 unidades vendidas e chegou recentemente ao Brasil.