
A aprovação de um investimento de US$ 1,3 bilhão da Toyota na Argentina era o sinal verde que faltava para a produção local da Hilux elétrica. A renovada picape média chega em dezembro, conforme Automotive Business noticiou.
A montadora informou que recebeu a aprovação para sua solicitação de adesão ao Regime de Incentivo para Grandes Investimentos (RIGI), por parte do governo argentino. Oficialmente, a Toyota se resume a declarar que o aporte se destina ao projeto de um veículo eletrificado.
Hilux elétrica e híbrida nos planos da Toyota

No entanto, fontes consultadas pela reportagem aqui e na Argentina asseguraram que o investimento será usado para a produção das novas Hilux elétrica e híbrida na fábrica da Toyota de Zárate, na Grande Buenos Aires.
A grana para estas versões da picape ainda depende de aprovação da matriz. De qualquer modo, o regime especial argentino permitirá à montadora fazer investimentos em tecnologia a longo prazo e com incentivos fiscais.
Parte da operação, contudo, já estaria desenhada, segundo essas mesmas fontes. As Hilux elétrica e híbrida teriam cerca de 50% de nacionalização e seriam lançadas ao longo de 2027, depois da estreia em dezembro deste ano do renovado modelo.
Como são as versões eletrificadas da picape

No caso da híbrida, trata-se de uma versão MHEV, com bateria auxiliar de 48 V que abastece um pequeno motor elétrico de 16 cv para auxiliar o motor 2.8 turbodiesel em determinadas situações – mas sem tracionar as rodas.
Já a Hilux elétrica entrará no forno por último. Os packs de baterias seriam importados para a montagem final em Zárate. Lá fora, esta versão da picape foi mostrada com dois motores elétricos e autonomia de até 300 km.
Além disso, a estratégia da Toyota com a Hilux elétrica seria mais focada em vendas diretas inicialmente. Tanto no Brasil como na Argentina a ideia é concentrar entregas para governos, grandes frotistas e locadoras.
