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Pesquisadores da UFF desenvolvem bateria 8 vezes mais eficiente

Um grupo de pesquisadores da Universidade Federal Fluminense (UFF) desenvolve uma bateria inovadora e mais eficiente que utiliza flúor como material ativo e pode revolucionar o mercado de veículos elétricos.
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Redação AB

17 abr 2025

2 minutos de leitura

A peça promete armazenar oito vezes mais energia que uma de íon-lítio tradicional. E é mais acessível economicamente.

Bateria mais eficiente tem material usado em panelas

O projeto de pesquisa estuda o PANFon, uma mistura dos compostos químicos poli acrilonitrila (PAN) com teflon, usado em panelas antiaderentes, para ser aplicado em baterias mais eficientes para elétricos.

Diferentemente das baterias de íon-lítio, que utilizam óxidos de cobalto, a bateria desenvolvida pela UFF utiliza o flúor como material ativo do catodo. O flúor atua como componente fundamental na liberação e armazenamento de energia, o que contribui para o desempenho mais eficiente do catodo.

Com isso, a bateria tem uma grande capacidade de armazenamento de energia e pode ser usada para eletrônicos e veículos elétricos.

Segundo o coordenador do projeto de pesquisa e professor do Instituto de Física da UFF, Samuel Bertolini, uma bateria comercial de íon-lítio tem capacidade em torno de 140 mAh/g. A bateria mais eficiente da universidade começou com apenas 30 mAh/g.

“Ela cresceu exponencialmente ao longo dos ciclos de carga e descarga. Hoje, o desempenho já ultrapassa 1.000 mAh/g, oito vezes mais do que as baterias comerciais. Os resultados são promissores e o próximo passo é contextualizar os motivos que levam a esse crescimento da capacidade”, explicou o professor.

Em grande escala, portanto, essa bateria mais eficiente poderia revolucionar o mercado de eletrônicos e de veículos elétricos.

Segundo o professor, a ideia é inovadora e não existe nenhuma pesquisa parecida que utilize o flúor como ativo do cátodo. “A bateria é completamente diferente de todas as outras. Eu diria que seria uma nova família de baterias”, disse ele.

Bateria mais eficiente e… mais econômica

Ele ressalta ainda que o custo de produção da peça é significativamente menor que o das tradicionais. Além disso, o uso não se restringe ao lítio, podendo ser aplicado a baterias de sódio e magnésio, alternativas baratas e abundantes.

“Usaremos sódio e magnésio em testes, com certeza deverá funcionar. Essa adaptação pode ser grande nos estudos de armazenamento de energia, pois torna as baterias mais baratas, sustentáveis e eficientes”, explicou Bertolini.

Projeto mira venda de patente

A patente do projeto já foi aprovada e está em processo de proteção internacional, com planos de registro na China, Europa, Estados Unidos, Japão e Vietnã.

Segundo o pesquisador, a ideia é publicar um artigo científico e enviar o projeto para empresas interessadas.

“Acredito que há grande potencial de venda da patente. Estamos ainda consolidando o método de produção e progredindo de maneira conservadora, mas penso que exista potencial tecnológico”, concluiu Bertolini.