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SUVs médios

Volkswagen renova Taos 2026, mas aposta nas mesmas coisas do passado

SUV médio é reestilizado por fora, ganha equipamentos pontuais e troca de câmbio para tentar um lugar ao sol no segmento
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Fernando Miragaya

13 out 2025

5 minutos de leitura

Volkswagen Taos 2026 tem faróis integrados e entrada de ar inferior maior – Foto: Fernando Miragaya/AB

Entre-eixos maior da categoria. Melhor 0-100 km/h. Maior porta-malas. A Volkswagen se concentrou nas mesmas virtudes do SUV para embalar a apresentação do Taos 2026, que foi reestilizado e vai ter de seguir com tais argumentos para tentar virar o jogo na categoria de médios.

Isso porque o Volkswagen Taos vende menos da metade do que seus principais concorrentes, Toyota Corolla Cross e Jeep Compass. E ainda perde para o Caoa Chery Tiggo 7, sem contar que tem de aturar os utilitários chineses BYD Song Pro e GWM Haval H6.

Isso em uma categoria (tecnicamente chamada de A-SUV) que representa 13% do mercado total de veículos leves. Então, se mexer é preciso – e quase uma questão de sobrevivência para o Volkswagen Taos.

O que mudou no Volkswagen Taos 2026

Filete de LEDs interliga as lanternas no renovado Volkswagen Taos – Foto: Fernando Miragaya/AB

Desta forma, o SUV troca de origem: deixou de ser feito em General Pacheco, na Argentina, e passa a ser importado do México, onde é feito na planta de Puebla. Além disso, vem com novidades no design.

Na dianteira do Taos 2026 a Volkswagen adotou a mesma solução de elementos mais retilíneos já vista no Tera, no T-Cross e no Nivus. As seções dos faróis IQ.light têm LEDs na forma de “X” e são ligados por uma barra (iluminada na versão topo de linha) mais elevada.

A grade dianteira está mais fina. Já a entrada de ar inferior ficou maior, com elementos na forma de losangos deitados e moldura trapezoidal. Sim, é aquele velho subterfúgio para o carro, visto de frente, parecer mais largo e robusto.

Na traseira, a Volks reconhece que quis deixar de lado as seções fragmentadas das lanternas do Taos, que lembravam os carros da Audi. Na linha 2026 do SUV médio, tascou feixes retos e as uniu com outra barra de LEDs, com a marca “VW” iluminada.

Tela flutuante e mais itens no pacote ADAS

Central multimídia VW Play tem display de 10″ destacada do painel – Foto: Divulgação

Na cabine, a central multimídia VW Play, com tela de 10”, agora vem naquela posição “flutuante” – destacada do painel. O Volkswagen Taos ainda traz aquele pacote de luzes ambientes, com 10 opções.

Na parte de equipamentos, toda a linha agora passa a oferecer controle de cruzeiro adaptativo e assistente ativo de centralização em faixa dentro do pacote ADAS. O renovado Volkswagen Taos também estreia ar-condicionado automático dual zone e carregador de celular por indução.

Desde a Comfortline são seis airbags, assistente de frenagem de emergência, frenagem automática pós-colisão, assistente de permanência em faixa, detector de fadiga, banco do motorista com ajustes elétricos, quadro de instrumentos configurável Active Info Display em tela de 10,1” e rodas aro 18”.

A Highline agrega detector de ponto cego, assistente de tráfego cruzado, som com subwoofer, teto panorâmico, faróis dianteiros interligados por faixa de LEDs e rodas aro 19”.

O motor é o mesmo 1.4 turbo de 150 cv e 25,5 kgfm de torque máximo a 1.500 rpm. O câmbio automático de seis marchas deu lugar a uma caixa de oito velocidades.

Garantia é menor que a da concorrência

Os preços? A Volkswagen não falou, tampouco deu detalhes sobre data de lançamento, que deve ocorrer entre o fim de outubro e a primeira metade de novembro.

A garantia do Volkswagen Taos segue de três anos, enquanto os principais rivais oferecem coberturas maiores. O Corolla Cross, por exemplo, chega a 10 anos, enquanto o do Compass é de cinco.

A marca diz que a confiança na marca e a rede com 470 concessionárias “dispensariam” uma garantia maior.

“A Volkswagen tem um diferencial em seu DNA em relação à qualidade dos seus veículos e uma capilaridade de rede muito grande. O cliente já conhece a marca e sabe da força do pós-venda”, afirma Fernando Silva, vice-presidente de vendas e marketing.

A marca leva fé nisso e também naqueles predicados do SUV médio sobre o qual falamos no início. O porta-malas recebe 498 litros, o 0-100 km/h fica na casa dos 9 segundos e o entre-eixos de 2,68 m supera um pouco o dos rivais.

Tem ainda o custo de propriedade. Segundo a Volkswagen, passados quatro anos e 60 mil km, o Taos vai cobrar R$ 30.811 do consumidor, 5% a menos que os R$ 32.251 da média da concorrência.

Volkswagen Taos é o que vende menos no segmento

Mas até agora não foram argumentos que empurraram o Volkswagen Taos nas vendas. Em 2024, o SUV da marca alemã teve 17.569 unidades comercializadas. O Compass passou das 50 mil e o Corolla Cross superou as 47 mil.

Agora, até setembro de 2025, o exemplar da Toyota superou as 51 mil entregas. E o Jeep tem mais de 42 mil licenciamentos. O Volkswagen Taos não chegou a 12 mil emplacamentos.

“Esse é um dos segmentos mais concorridos do mercado. O Taos tem uma consistência, nunca terminou o ano com inventário grande na nossa fábrica. Temos expectativa de ter um volume maior, entretanto o Taos está cumprindo a missão dele dentro do line-up bem completo de SUVs da Volkswagen”, argumenta Fernando, sem falar em volume de vendas.