
A Polícia Militar de São Paulo (PM) deu início nesta quinta-feira, 3, a uma operação especial para intensificar a segurança em corredores, garagens e terminais de ônibus em todo o estado. Essa ação se tornou necessária após os casos de vandalismo contra os coletivos na região metropolitana desde junho.
Ao todo, 223 ônibus das linhas intermunicipais e 235 do sistema municipal da capital foram atacados com pedras e tiveram vidros quebrados.
A Operação Impacto Proteção a Coletivos terá 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas que ficarão em pontos estratégicos. Participarão também militares da Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicletas (Rocam) e outras unidades da PM. A previsão é que as ações se estendam até 31 de julho.
Algumas áreas selecionadas da cidade receberão pontos de bloqueio no trânsito. O intuito é identificar possíveis vândalos em áreas de maior risco para ataques.
Grupos na internet podem estar por trás de ônibus depredados
Uma das possibilidades é que a ação coordenada tenha sido organizada por grupos na internet. Por isso, a Divisão de Crimes Cibernéticos (DCCIBER) também está envolvida nas investigações, assim como a Polícia Civil, por meio do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).
Ainda não se sabe o que motiva as depredações.
“Esses ataques não revelaram um propósito, o que seria o típico de facções”, afirmou o diretor do Deic, Ronaldo Augusto Comar Marão Sayeg, à “Agência Brasil”. Em entrevista ao “Uol”, ele disse que as polícias trabalham “com outras hipóteses, como a questão de desafios na internet”.
Segundo a Polícia Civil, alguns dos ataques tiveram a participação de adolescentes, o que reforça a possibilidade de que possa se tratar de um desafio da internet. Sayeg reforçou que a Polícia Civil está monitorando as ações em plataformas digitais e redes sociais, por meio do DCCiber.
“Até agora, isso não revelou algo de concreto. O trabalho vai ser feito para que a gente consiga apontar no prazo mais curto possível os responsáveis”, finalizou.
Em nota, a Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) afirmou que está orientando as empresas e concessionárias quanto aos procedimentos para o registro das ocorrências e está à disposição das autoridades para colaborar com as investigações.
A SPTrans afirmou que todas as concessionárias devem comunicar imediatamente todos os casos à Central de Operações e formalizar as ocorrências junto às autoridades policiais.