
Após uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores do Transporte Coletivo (Sindcoletivo) de Goiânia neste último domingo, 22, os profissionais do transporte anunciaram que entrarão em greve na próxima sexta-feira, 27.
A associação pede um reajuste de 20% do salário dos trabalhadores mais uma correção de 25% do vale-alimentação. Há também outras demandas, como a retomada do transporte dos funcionários até as garagens e a recomposição do adicional por tempo de serviço, retirado em 2017.
No entanto, as negociações com a Companhia Metropolitana do Transporte Coletivo (CMTC) e a Rede Metropolitana de Transporte Coletivo (RMTC), empresas que operam o serviço, terminaram sem acordo.
Proposta de operadores de ônibus de Goiânia foi rejeitada
A proposta do Sindicato das Empresas de Transporte Público (SET), de 4,86% de reposição inflacionária mais 0,5% de ganho real, foi rejeitada por ampla maioria durante a assembleia, realizada no Terminal Padre Pelágio.
“Não podemos aceitar que a gente receba um reajuste menor que o salário mínimo”, afirmou um representante do Sindcoletivo no anúncio da greve.
O fato de os representantes patronais não terem comparecido à audiência de mediação do dia 17 de junho, no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, foi um dos estopins para a mobilização, segundo informou a categoria.
Vale lembrar que o dia 27 marca o início oficial do período de peregrinação da Romaria do Pai Eterno de Trindade, época que aumenta o fluxo de turistas religiosos em torno da Região Metropolitana de Goiânia.
Em entrevista ao “Jornal Opção”, o subsecretário de políticas para cidades e transporte, Miguel Ângelo, disse que há chances de a greve não acontecer.
“Estamos acompanhando as negociações, mas ainda não recebemos a comunicação oficial do sindicato quanto à deflagração da greve. Lamentamos a possibilidade de haver paralisação, mas acreditamos que as partes possam buscar um acordo antes do dia 27”, disse ele.
O SET divulgou nota afirmando que a reposição da inflação de 4,86% e 0,5% de ganho real, totalizando 5,36%, é “um patamar acima da média das negociações em curso em outras categorias”. A entidade também ressaltou que, nos últimos dois anos, os trabalhadores acumularam ganho real de 9%, em função das perdas da pandemia.