
Depois de revelar que a Anfavea estava atenta ao Imposto Seletivo (IS), o chamado imposto do pecado, sobre os veículos, durante o #ABX25, Igor Calvet, presidente da entidade que reúne as montadoras, reforçou a defesa por um teto para a alíquota.
Segundo o executivo, a Anfavea quer que o imposto do pecado sobre os veículos, que será adicional ao CBS e IBS previstos na Reforma Tributária, seja de até 5%. Em nota publicada na penúltima semana de setembro, a associação já havia defendido esse teto.
“O que a Anfavea propõe é ter um limitador desta alíquota para dar mais previsibilidade, que não poderia passar de 5%. Mais de 5%, de jeito nenhum”, confirmou Igor Calvet durante o evento Summit Futuro da Mobilidade, promovido pela revista “Autoesporte”.
Conversa com senadores sobre imposto do pecado para veículos
A Anfavea, inclusive, faz um lobby forte no Senado Federal para que a casa aprove a emenda do senador Carlos Viana (Podemos-MG) ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 108/2024, que regulamenta a Reforma Tributária.
O presidente da entidade diz que a Anfavea percorreu o gabinete de mais de 40 senadores em dois dias. E cita até a bíblia na jornada pelo Poder Legislativo.
“A receptividade foi muito boa. No Senado temos plenas condições de ganhar, mas vai para a Câmara ainda, é uma batalha diferente. Como diz na bíblia, ‘A cada dia basta o seu mal’”.
Anfavea quer mesmo tratamento dado a outros setores
A proposta original do governo não estipula um limite para o imposto do pecado para veículos. Vale lembrar que recentemente o relator do PLP que trata da Reforma Tributária, Eduardo Braga (MDB-AM), aceitou incluir as bebidas açucaradas no teto de 2% do IS para vários produtos.
“Não estamos pedindo tratamento especial, mas que seja estendido ao setor a mesma lógica já aplicada a outros setores sujeitos ao IS. O governo prometeu um imposto regulatório e corremos o risco de ter uma nova base de tributação em patamares elevadíssimos, o que pode encarecer os automóveis, penalizando os consumidores”, afirmou Igor Calvet, em nota emitida no dia 24.
Durante o evento desta sexta, 26, Igor Calvet, ainda disse acreditar que o adiamento da votação da emenda, previsto anteriormente para esta penúltima semana de setembro e agora marcado para a próxima terça, 30, foi efeito da estratégia da Anfavea.
“Essa movimentação da Anfavea fez o governo pensar que ia perder a proposta do imposto seletivo sem limite”.