
A Anfavea, reclama de muita coisa – de várias, com razão. Mas uma coisa que a associação que representa as montadoras não tem do que reclamar em 2025 é das exportações de veículos, tampouco da Argentina.
No balanço do quadrimestre revelado pela entidade nesta quinta, 8, as vendas externas seguem trajetória de alta. No janeiro a abril, foram embarcados quase 162 mil veículos, 48% a mais que o mesmo período de 2024.
Só em abril, as exportações de veículos somaram 46,3 mil unidades. Quase 19% a mais que em março e cerca de 70% de alta em relação às vendas externas anotadas em abril do ano passado.
Exportações de veículos para a Argentina mais que dobraram
O principal parceiro comercial do Brasil continua a fazer a diferença. Só para a Argentina as exportações somaram 95 mil veículos no acumulado do ano. Mesmo sobre uma base comparativa baixa, a alta de 151% em relação ao quadrimestre de 2024 salta aos olhos.
Desta forma, a participação da Argentina nas exportações de veículos brasileiros, que era de 35% nos quatro meses do ano passado, saltou para 60% em 2025.
A Anfavea, inclusive, projeta que a Argentina deve fechar o ano com um mercado doméstico entre 600 mil e 650 mil licenciamentos. E almeja que “grande parte desse mercado” possa ser suprido pelo Brasil.
“Vamos trabalhar para o fortalecimento dessa relação bilateral. O fluxo comercial de ambos os lados cresceu e isso mostra solidez e complementaridade desses dois mercados”, aposta o presidente da entidade, Igor Calvet.
Para o executivo, as medidas tomadas pela Argentina favorecem, as exportações de veículos do Brasil. Ele destacou, por exemplo, o fim de alguns tributos e a legislação, que permite aos operadores locais terem 30 dias para pagar pelas transações comerciais.
“Sem contar a valorização do peso e a desvalorização do real, que ajudaram a nossa indústria nesses embarques para a Argentina e que têm sustentado a produção, em grande parte, no Brasil”, acredita Igor.
Chile e Uruguai também aumentam compras
Outros dois mercados da América do Sul também registraram alta nos embarques feitos a partir daqui. Ainda que em volumes bem menores que os da Argentina, Chile e Uruguai contribuíram para a alta nas exportações de veículos.
Para o Chile, no quadrimestre, foram 8 mil unidades, evolução de 22%. Para o Uruguai, mais de 11 mil veículos e incremento de 5%.
A Colômbia também anotou alta discreta, de 3%, com 9 mil embarques para o país. O contraponto nas exportações foi o México, que comprou 24 mil veículos no ano, 14% a menos na comparação com o quadrimestre passado.
