
A Automotive Business, em parceria com a MHD Consultoria, lançam a 4ª edição da pesquisa Diversidade e ESG no Setor Automotivo, com foco nos avanços, retrocessos e prioridades das empresas no tema, além do perfil dos colaboradores e da liderança. Leia a pesquisa completa aqui.
O levantamento foi feito com 31 empresas de diversas áreas, a maioria montadoras. A pesquisa analisa e compara os dados com as edições do estudo de 2019, 2021 e 2023.
A pesquisa traz um panorama de vários aspectos e ações na esfera da diversidade e ESG. Estágio de maturidade de diversidade e inclusão nas empresas; monitoramento interno da agenda e de cada eixo; perfil do colaboradores e da liderança.
O estudo da AB também faz análise da participação de homens e mulheres no setor (com perfil de cargos, escolaridade e salário); funil hierárquico por raça/etnia; além de abordar o avanço da agenda ESG, motivações, desafios e futuro no setor.
Empresas estão mais maduras em diversidade e ESG
A nova edição mostra um cenário misto de avanço e recuo nas práticas de diversidade e inclusão.
Um exemplo disso é que, em 2025, 70% das empresas estão nos estágios avançado ou maduro do tema, enquanto em 2019 eram apenas 12%.
O eixo LGBTI+, no entanto, foi o único que teve retrocesso. Entre 2023 e 2025, caiu de 46% para 27% as empresas que têm ações ou programas estruturados.
O perfil dos colaboradores e da liderança pouco mudou em 2025: a maioria continua formada por homens brancos heterossexuais e sem deficiência.
As mulheres são 24% da força de trabalho no setor e a participação entre elas e os homens continua mais equilibrada nos cargos de entrada. Nesta edição, pela primeira vez desde 2017, as mulheres superaram os homens nas posições de trainee ou estagiário.
A participação feminina cai bruscamente a partir do quadro funcional, e diminui gradativamente até o conselho, onde estão apenas 14% de mulheres. A pesquisa Diversidade e ESG revela que a participação das mulheres na liderança caiu entre 2023 e 2025.
Já as pessoas negras representam 29% dos colaboradores do setor, sendo que apenas 12% estão em cargos de liderança e só 1% da liderança é composta por mulheres negras.
Pessoas com Deficiência (PcDs) estão ainda menos representadas, sendo apenas 3% dos funcionários do setor. Enquanto pessoas LGBQTI+ somam menos de 1% dos colaboradores.