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BYD crava data de inauguração de fábrica e promete se defender de denúncia do MP

Empresa diz que vai prestar esclarecimentos e confia que sairá vitoriosa do processo
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Vitor Matsubara

29 mai 2025

2 minutos de leitura

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A BYD definiu a data de inauguração de sua fábrica de automóveis no Brasil. A empresa prometeu que a planta de Camaçari (BA) será aberta no dia 26 de junho, às 9h.

Possivelmente não por acaso, a promessa veio à tona justamente um dia após o Ministério Público do Trabalho da Bahia (MPT-BA) ter aberto um processo contra a BYD. A montadora é acusada de trabalho escravo e tráfico de pessoas, e o órgão cobra uma indenização de R$ 257 milhões por danos coletivos morais.

BYD diz que se sairá vitoriosa de processo

Durante o evento de lançamento do novo Song Plus, a BYD destacou que mantém um “compromisso inegociável” com os direitos humanos.

“A BYD, em diversos motivos, buscou atender e sempre estar pronta para esclarecer e apoderar em sua defesa tudo que fosse questionado por qualquer órgão de controle, seja o MPT ou qualquer outro”, disse Alexandre Baldy, presidente do conselheiro de administração da BYD do Brasil.

“Respeitamos a decisão, nos defenderemos no processo e colocaremos lá a verdade de tudo que é necessário. Estamos muito certos de que sairemos vitoriosos”, completou o executivo.

Perguntado sobre porque não houve acordo entre a BYD e o MPT-BA antes da abertura do processo, Baldy garantiu que a empresa sempre se mostrou disposta a resolver a situação.

“Da nossa parte, sempre respeitamos e nos mantivemos prontos a atender. Desde o primeiro momento nós fomos parte da solução. Retiramos aqueles trabalhadores e os levamos a hotéis e custeamos tudo que foi necessário, mesmo não sendo responsável pela contratação e atuação desses trabalhadores”, garantiu o porta-voz da BYD.

Chineses trabalhavam sob condições críticas e não tinham descanso

O processo está ligado ao resgate de 220 chineses encontrados em dezembro de 2024 trabalhando sob condições análogas à escravidão. Os funcionários foram encontrados amontoados em alojamentos sem condições mínimas de conforto e higiene e eram vigiados por seguranças armados que impediam a saída do local.

Todos os passaportes foram confiscados e o contrato de trabalho tinha cláusulas ilegais, incluindo jornadas exaustivas e sem direito a descanso semanal. De acordo com o MPT, os chineses entraram no Brasil de forma irregular, com visto de trabalho para serviços especializados que não correspondiam às atividades desenvolvidas na obra.