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BYD: trabalho análogo à escravidão arranhou imagem da marca no Brasil?

Radar Podcast analisa as consequências do escândalo na construção da fábrica da empresa em Camaçari (BA)
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Redação AB

07 fev 2025

2 minutos de leitura

Submeter trabalhadores a condições similares à escravidão soa como uma das posturas mais abomináveis que uma empresa pode assumir. E é a situação que a BYD enfrenta no Brasil justamente nesse momento. Resta saber se, apesar do choque, o problema vai impactar as vendas, negócios e imagem da marca no Brasil.

É sobre isso que conversam a editora-chefe Giovanna Riato, o editor digital Fernando Miragaya e o repórter Bruno de Oliveira nesta edição do Radar Podcast. Para comentar o tema, o episódio recebe comentários do consultor da Sequoia Estratégia e professor de marketing Murilo Moreno, além do advogado trabalhista Marco Scalamandré.

Eles lembram que as informações levantadas não isentam a responsabilidade da empresa no caso, apesar dos trabalhadores não serem colaboradores diretos da BYD. Outro aspecto importante é que, até aqui, não há sinais de que o escândalo prejudique substancialmente o crescimento local da empresa.

E os números de janeiro corroboram essa teoria. A empresa vendeu 6,6 mil carros no primeiro mês do ano. O número rendeu, inclusive, avanço no ranking de marcas mais vendidas do país, garantindo a oitava colocação e 4,1% de participação de mercado, à frente de empresas consagradas como Nissan e Citroën.

O caso de trabalho análogo à escravidão na BYD

Nos últimos meses de 2024, o Ministério Público encontrou pessoas vítimas de maus tratos empregadas pela Jinjiang, empresa que era responsável pela construção da fábrica da BYD em Camaçari (BA). Desde então, foram muitos desdobramentos.

Mais de 160 pessoas foram resgatadas e voltaram à China, autoridades interditaram temporariamente parte da obra por problemas de segurança. Em paralelo, a montadora prometeu gerar 20 mil empregos ali em 2026, criou um comitê para supervisionar a construção e também encerrou contrato com a Jinjiang, construtora que seria a principal responsável pelas irregularidades.

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