
A BYD foi removida da lista suja do trabalho escravo do Ministério do Trabalho, dois dias após sua inclusão, por uma decisão judicial liminar da 16ª Vara do Trabalho de Brasília (TRT-10), no Distrito Federal.
A montadora chinesa tinha sido incluída na atualização semestral do documento, no último dia 6, pelo caso dos trabalhadores chineses vivendo e trabalhando em condições análogas à escravidão na construção da fábrica de Camaçari, em 2024.
No entanto, segundo revelou o UOL, dois dias depois, a montadora entrou com um mandado de segurança para contestar a inclusão do seu nome no cadastro e teve decisão favorável do juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros, que reconheceu não ver vínculo da empresa com os trabalhadores.
BYD pediu remoção da lista suja do trabalho escravo
Além da terceirização, a BYD alegou que há um acordo com o Ministério Público do Trabalho para indenizá-los, além do comprometimento de responder subsidiariamente por eventuais irregularidades.
Logo após a decisão que suspendeu a inclusão da BYD na lista suja, o secretário nacional de Inspeção do Trabalho, Luiz Felipe Brandão de Mello, foi dispensado de suas funções no Ministério do Trabalho e Emprego, segundo a publicação do site.
A saída foi assinada pela Casa Civil da Presidência da República, na sexta, 10, quatro dias após a publicação da lista suja, e publicada no Diário Oficial da União nesta segunda-feira, 13.
Procurada pela reportagem de Automotive Business, a BYD não se manifestou sobre o caso.
Em nota, o Ministério do Trabalho disse que “a exclusão da empresa BYD ocorreu em cumprimento a decisão liminar da Justiça do Trabalho” e que sobre a exoneração do secretário de Inspeção do Trabalho, “se trata de ato administrativo de gestão, de prerrogativa de ministro de estado”.