
Um novo estudo mostra que, quando as ciclovias são separadas do tráfego de automóveis, com barreiras físicas entre as duas vias, o número de ciclistas praticamente dobra.
Os dados apontam que as pistas protegidas têm aumento de 1,8 vez no número de ciclistas em relação às ciclovias comuns e de 4,3 vezes em relação a vias sem faixas dedicadas a bicicletas.
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Os pesquisadores descobriram que, embora as ciclovias padrão aumentem o número de ciclistas em comparação às ruas sem infraestrutura para bicicletas, as ciclovias protegidas e as ciclovias com faixa de separação do tráfego são muito mais eficientes para estimular o uso do modal nas cidades.
Pesquisa analisou quase 30 cidades
Os dados são do estudo “The link between low-stress bicycle facilities and bicycle commuting” publicado na revista “Nature Cities“. Ele foi liderado por Nick Ferenchak, engenheiro civil e ambiental e diretor do Centro para Segurança de Ciclistas e Pedestres da Universidade do Novo México (EUA).
Para chegar a tais conclusões sobre a relação entre ciclovias e a proteção do tráfego de veículos, os pesquisadores analisaram dados de 14.011 quarteirões de 28 cidades dos Estados Unidos ao longo de seis anos.
Destas, 14 tinham níveis de viagens por bicicleta maiores que a média nacional dos EUA. Já as outras 14 foram escolhidas por terem tamanho geográfico, número de habitantes e clima similares aos das primeiras 14, porém baixos níveis de uso da bicicleta.
De acordo com Ferenchak, os resultados podem ser interpretados como uma validação da ferramenta conhecida como Nível de Estresse no Tráfego para Bicicletas.
Engenheiros civis usam ferramentas como essa para ajudar a determinar qual infraestrutura viária é adequada para ciclistas de diferentes idades e níveis de experiência. Quanto menos estressante for uma área para andar de bicicleta, mais pessoas irão utilizá-la.
Ainda segundo Ferenchak, embora um maior número de ciclistas não seja necessariamente o objetivo final de uma cidade, aumentar esse índice pode ajudar a reduzir o consumo de combustível, as emissões e os custos de transporte, além de gerar melhores resultados para a saúde e maior segurança para os ciclistas.