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Condições das rodovias brasileiras melhoram em 2025

Pesquisa da CNT revela aumento nas estradas com classificação ótima ou boa
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Redação AB

18 dez 2025

3 minutos de leitura

O estado geral da infraestrutura rodoviária do país ficou melhor em 2025. A conclusão é da tradicional pesquisa CNT Rodovias, que constatou que quase 38% das rodovias brasileiras estão em condições ótimas ou boas.

Isso significa, segundo o estudo, que 43.301 km de estradas do Brasil são ótimas ou boas. Na edição 2024 da pesquisa da Confederação Nacional do Transporte, o número de vias com essa classificação foi de 33%, ou 36.814 km, o que significa um avanço de quase 5 pontos percentuais (pp).

Já as rodovias brasileiras em condições ruins ou péssimas caíram de 26,6% (29.776 km) para 19,1% (21.804 km), redução de 7,5 pp. A estradas classificadas como regular aumentaram de 40,4% (45.263 km) em 2024 para 43,0% (49.092 km), em 2025.

A Pesquisa CNT Rodovias de 2025 avaliou as condições de 114.197 quilômetros de estradas brasileiras pavimentadas. A classificação considera as três principais características da malha: Pavimento, Sinalização e Geometria da Via, com variáveis como condições do asfalto, placas, acostamento, curvas e pontes.

Condições das rodovias públicas melhoraram

O estudo revela redução significativa de condições ruins em rodovias públicas. Em 2024, eram 21.630 km com classificação ruim ou péssimo. Esse número caiu 23,3%, passando para 16.594 km.

Entre as rodovias privatizadas, apenas 618 km receberam essa classificação em 2025, ante 1.609 km em 2024, queda de 61,6%.

Qualidade do asfalto gera prejuízo de R$ 7,2 bi

De acordo com a CNT, quanto pior a condição da via, maiores serão o consumo de combustível, o desgaste dos veículos e o tempo de deslocamento. O levantamento aponta que, considerando os trechos Bom, Regular, Ruim ou Péssimo, estima-se que a qualidade do pavimento eleve, em média, em 31,2% os custos operacionais do transporte rodoviário.

Nas estradas sob gestão pública, 64,4% apresentam algum problema no pavimento, o que leva, em média, a um aumento de custos operacionais de até 35,8%.

Nas rodovias privatizadas, 34,4% apresentam algum tipo de irregularidade no asfalto: aumento médio nos custos para os transportadores de até 18,4% em relação ao pavimento Ótimo

Pelos cálculos da entidade, a qualidade do pavimento gera desperdício anual estimado em R$ 7,2 bilhões somente com o consumo adicional de diesel, na ordem de 1,2 bilhão de litros.

Número de pontos críticos nas estradas caiu

No aspecto da segurança viária, a pesquisa registrou queda no número de pontos críticos, que passaram de 2.446 em 2024 para 2.144, em 2025. A maioria das ocorrências ainda está relacionada a buracos grandes, mas houve redução em erosões, quedas de barreira e outros problemas graves.

Para o presidente do Sistema Transporte, Vander Costa, os investimentos em infraestrutura resultaram em avanços concretos para o modal rodoviário.

“Reconhecemos os avanços recentes e os esforços do poder público para ampliar e qualificar a malha rodoviária brasileira. Já é possível perceber uma retomada no ritmo necessário de investimentos, mas é fundamental mantê-lo e ampliar ainda mais os recursos destinados ao setor”, afirma.