
As projeções da Ford para o ano que vem na Argentina, onde mantém histórica produção de picapes em Pacheco, indicam que serão vendidos 500 mil veículos. Marca que foi alcançada pela última vez há cinco anos, bem antes da pandemia de Covid-19.
De acordo com o CEO da montadora na região, Martín Galdeano, que também já foi presidente da Adefa, a associação dos produtores de veículos no país vizinho, há uma retomada do crédito por lá, o que devera impulsionar o consumo.
Crise ainda abala setor automotivo do país
As projeções da montadora para este ano indicam um mercado total acima das 400 mil unidades. Algo que já foi visto em 2023 naquele mercado, quando foram vendidos mais de 440 mil unidades de veículos novos, com a Toyota liderando o ranking das marcas.
O panorama é uma espécie de alento ao setor automotivo local, que vem de período crítico de inflação galopante e risco cambial.
“Ainda há muito o que se fazer pela economia local”, disse Galdeano, sobretudo no que diz respeito à competitividade local e ao cenário tributário.
Mesmo com a alegada retomada, a Argentina vive ainda outras incertezas no âmbito da manufatura. Nem todas montadoras instaladas no país passaram ilesas pela última época de crise.
Com uma dificuldade geral de se exportar veículos, e com o mercado interno em crise, muitas fabricantes reduziram o ritmo de produção de suas linhas, concedendo férias coletivas, dentre outras medidas.
Renault, General Motors e Volkswagen foram algumas das montadoras que chegaram a pisar no freio em termos produtivos no país. Especula-se, ainda, que a Mercedes-Benz fechará sua fábrica no país.
De qualquer forma, pelo menos para a Ford, o horizonte é de crescimento, sobretudo nos negócios envolvendo a picape Ranger, que é produzida na Argentina e bastante consumida no Brasil.
