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Geely abre “segunda era” no Brasil e diz que veio para ficar

Marca chinesa promete planejamento a longo prazo e mais lançamentos em breve
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Vitor Matsubara

31 jul 2025

2 minutos de leitura

Geely EX5

A Geely iniciou sua nova empreitada no Brasil. A marca chinesa volta ao país para apagar a imagem ruim deixada pela breve (e má sucedida) passagem inicial por aqui.

Agora com a ajuda da Renault, a Geely quer montar uma rede de concessionárias mais robusta. Por ora, a meta é fechar 2025 com 23 pontos de venda pelo país. Destes, oito serão inaugurados em agosto. A primeira concessionária já está em operação em São José dos Pinhais, no Paraná.


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Durante o lançamento oficial da marca, chamado de “G’Day”, os executivos da Geely destacaram que a intenção é ficar no Brasil.

“Temos um planejamento a longo prazo. A ambição da Geely para o Brasil é grande”, assegurou Renan Nishioka, diretor de pós-vendas do Grupo Renault e responsável pelas operações da área na Geely Brasil.

A empresa não quis revelar quais serão os próximos lançamentos. Entretanto, assegurou que o EX5 não vai ser o único carro vendido no país.

“Não vamos ser uma marca de um modelo só”, disse Nishioka.

Geely vai usar centro de treinamento da Renault no Brasil

O executivo disse que a experiência adquirida com a Renault vai ser aplicada na Geely. “Foram 26 anos de aprendizado com a marca Renault, nos quais erramos e acertamos”, admitiu.

A promessa é de dedicar atenção ao serviço de pós-venda, incluindo disponibilidade de peças, suporte técnico e SAC.

A Renault vai aproveitar a estrutura de seu centro de treinamento em Jundiaí (SP) para capacitar os funcionários da rede de concessionárias. O local tem uma área construída de 1.800 m² e quatro salas de aula.

Primeira empreitada da Geely foi com o grupo Gandini

Em 2014, a Geely começou a ser representada pelo Grupo Gandini. A empresa sediada em Itu (SP) é o primeiro e único importador da Kia no Brasil desde sua chegada ao país nos anos 1990.

À época, a marca chinesa vendeu o sedã EC7 e o compacto GC2. A alta do dólar e a implementação do “super IPI”, que elevou a alíquota em 30 pontos percentuais para veículos vindos de fora do México e do Mercosul, abreviaram a trajetória da marca no Brasil.

Foram vendidas 1.282 unidades até 2016, quando as importações foram suspensas. O acordo de representação foi encerrado em abril de 2018.

Em nota, o Grupo Gandini diz que “chegou a nomear 26 concessionárias e honrou com todas suas responsabilidades legais aos proprietários, zelando pelo atendimento de pós-vendas e a disponibilidade de peças de reposição, que ainda se encontram em estoque e à disposição dos clientes”.