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GM celebra parceria com Hyundai, quer ampliar localização e promete eletrificar toda a linha

VP da montadora fala sobre busca por competitividade e os gargalos que o setor automotivo precisa resolver
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Fernando Miragaya

12 ago 2025

3 minutos de leitura

A General Motors viveu momentos animados nos últimos dias. A renovação de portfólio e a revelação de uma parceria com a Hyundai deixaram a montadora em evidência. E também na expectativa de ganhar competitividade e aumentar a localização – e a eletrificação – de seus veículos produzidos no Brasil.


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Em entrevista à Automotive Business durante o lançamento do Chevrolet Onix 2026, o vice-presidente da GM América do Sul, Fabio Rua, se mostrou empolgado com a parceria. 

O acordo prevê o desenvolvimento de quatro novos carros para a América do Sul e pode trazer sinergias estratégicas para as montadoras em um momento de desafios.

Afinal, o setor automotivo vive os dilemas da transição energética, em meio à chegada de marcas chinesas com custo benefício baixo. O acordo pode resultar em competitividade e redução de custos para enfrentar esses novos ventos da indústria.

“Quando dois concorrentes de porte resolvem se juntar, identificam sinergias na sua estrutura de produção de compras. Vem coisa boa por aí”, afirma Fabio Rua.

Compra de componentes e aumento de nacinalização

O executivo enxerga essa sinergia em diferentes frentes. Em especial na compra de componentes e também na aquisição de aço de baixo carbono.

“Isso reforça nossa visão de sustentabilidade na aquisição de um produto que cada vez mais vai dar o tom do nosso compromisso ambiental ao longo do tempo”, destaca.

Para o VP da GM, não existe uma fórmula para ganhar competitividade. Ele defende que as empresas do setor precisam se reinventar, buscar formas de ampliar os negócios e trabalhar os custos.

“O custo é um dos pontos altos dessa parceria e nessa visão a gente obviamente está se reposicionando no mercado como todas estão se reposicionando no mercado. Não é A, ou B ou C que provocou uma eventual reação das empresas, mas a dinâmica do negócio e dos consumidores”, analisa.

Gravataí recebe investimentos e novo SUV

Dentro desta lógica – e enquanto a parceria não acontece de fato -, Fabio Rua busca caminhos para aumentar o conteúdo nacional dos veículos fabricados no Brasil. O Onix 2026 feito em Gravataí (RS), por exemplo, atualmente tem 70% de índice local.

O complexo industrial gaúcho recebeu R$ 1,3 bilhão de investimentos e ganhou novos robôs e equipamentos, além de treinamento (são 5bmil funcionários, incluindo dos sistemistas) e aportes na geração de energia fotovoltaica.

“A gente deve fechar o ano com 100% da energia produzida na planta oriunda de fontes renováveis”, adianta Fabio Rua.

Parte do novo maquinário também servirá ao futuro SUV de entrada que usa a arquitetura do Onix e que será lançado em 2026.  

“Há uma estrutura verticalizada em Gravataí. São vários sistemistas e a ideia é sempre estudar novos fornecedores, certificar novos fornecedores. Lembrando que essas são certificações complexas”, explica.

“Então, estou conjecturando, mas torcendo para que isso se transforme numa realidade. Essa parceria com a Hyundai pode ajudar a gente, inclusive, a certificar novos fornecedores”, completa.

Eletrificação de toda a linha até 2030

Ao mesmo tempo, a GM trabalha no seu tão aguardado híbrido flex. Fabio Rua não quis sequer apontar se o primeiro eletrificado da GM produzido no Brasil poderia ser um carro de volume ou de maior valor agregado.

Mas garantiu que serão contemplados vários níveis (híbrido leve, flex e plug-in) no planejamento da montadora. E que até o fim da década quase 100% do portfólio da GM no Brasil terá opções eletrificadas.

“Eu digo para você, sem medo de errar, que se não 100%, 90% do nosso portfólio, 95% do nosso portfólio, vão ter opções de novas tecnologias. Então, a gente pode apostar que até 2030 a gente vai ter 100% do portfólio GM coberto com uma eletrificação”.

Bom lembrar que, dentro daquela parceria com a Hyundai, as plataformas são flexíveis. Ou seja, podem gerar veículos puramente a combustão, como também híbridos e elétricos.