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Grupo Volkswagen aumenta vendas e receitas, mas vê margem encolher

Empresa alemã divulgou resultados financeiros de 2024
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Vitor Matsubara

13 mar 2025

4 minutos de leitura

Thomas Schäfer, CEO do Grupo Volkswagen, apresenta resultados de 2024
Thomas Schäfer, CEO do Grupo Volkswagen, apresentou resultados de 2024

O Grupo Volkswagen registrou queda nas margens de lucros, apesar do aumento das vendas e receitas. A empresa alemã divulgou o balanço anual financeiro nesta quinta, 13, de suas principais marcas no mundo: Volkswagen, Volkswagen Commercial Vehicles, Seat, Cupra e Skoda.

A companhia teve aumento de 2,8% nas vendas de veículos, passando de 4,83 milhões para 4,96 milhões de unidades comercializadas em 2024.

A receita de vendas teve incremento de 1,6% e atingiu a cifra de € 140 bilhões.

Volkswagen teve queda em alguns resultados de 2024

Em contrapartida, o lucro da empresa antes de impostos e juros (índice financeiro também conhecido como EBIT) apresentou queda significativa de 4,3% e caiu de € 7,27 bilhões para € 6,96 bilhões.

Consequentemente, a margem operacional caiu 0,3% e foi de 5,3% para 5% após as medidas de reestruturação tomadas no ano passado. Já o fluxo de caixa líquido teve queda de 16,8% e fechou 2024 com € 4,68 bilhões.

Vale lembrar que a Volkswagen passou por uma grave crise em mercados como China e sobretudo na Alemanha, onde negociou com sindicatos locais para evitar medidas mais extremas, como o fechamento de fábricas e a realização de milhares de demissões.

Diretor financeiro diz que saldo é positivo ante dificuldades

David Powels, diretor financeiro do Grupo Volkswagen, apresenta resultados de 2024
David Powels, diretor financeiro da empresa, diz que reestruturação já surtiu efeitos

David Powels, diretor financeiro do Grupo Volkswagen, comentou os resultados de 2024.

O executivo essaltou que, apesar das dificuldades enfrentadas em mercados importantes como Europa e China, a fabricante “demonstrou robustez e forças estratégicas”.

Powels reconheceu que o lucro operacional foi afetado pelas medidas de reestruturação promovidas pela companhia no ano passado.

O executivo disse que já é possível notar efeitos positivos da reestruturação. Apontou, por exemplo, que o grupo está reduzindo os custos de produção em 3% ao ano.

Powels afirmou que o Grupo Volkswagen está lançando novos processos de manufatura para reduzir a complexidade de várias etapas do processo de produção e diminuir os custos gerais.

Empresa promete reduzir custos de produção em 2025

Thomas Schäfer, CEO do Grupo Volkswagen, afirmou que as metas do grupo para este ano consistem em otimizar a produção nas fábricas, reduzir custos de produção e atingir custos de desenvolvimento mais competitivos.

Em 2024, a fabricante comercializou aproximadamente 2,6 milhões de unidades vendidas em todos os mercados globais, com exceção da China.

O executivo ressaltou o bom resultado na América do Sul, onde houve crescimento de 1,4% na participação de mercado da Volkswagen frente a 2023. Essa alta se deu especialmente pelos bons resultados dos modelos Polo e do T-Cross.

“Nossas marcas estão crescendo de forma sustentável”, assegurou.

Novos carros elétricos serão lançados nos próximos anos

Volkswagen ID.2
Versão definitiva do Volkswagen ID.2 estreia em 2025

Schäfer reiterou que a empresa vai concentrar seus esforços em 2025 na apresentação de sua nova linha de carros elétricos. A nova gama inclui o Volkswagen ID.2 e seus derivados de Skoda e Seat.

“Vamos apresentar nossa gama de modelos com preços na casa de 25 mil euros”, prometeu.

Novo carro elétrico da Volkswagen
Conceito ID.Every1 é prévia do ID.1 que estreia em 2027

O evento também serviu para realizar a apresentação global do futuro carro elétrico de entrada da Volkswagen. O ID.Every1 ainda é um conceito, mas antecipa o ID1 que chega em 2027.

Concorrência chinesa fez fabricante se mexer

O conselho administrativo também comentou sobre a situação na China, onde a ascensão de rivais locais causou dificuldades à fabricante.

“O aumento na competitividade nos obrigou a acelerar algumas medidas”, reconheceu Schäfer, que assegurou que a Volkswagen tem totais condições de seguir no papel de protagonista no mercado chinês.